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Dia 5 – Ele vive!

Ele vive!

“Por trás dos restos desses super-homens e diplomatas imperiais, está a figura gigante daquele, por causa de quem, por quem, em quem e através de quem a humanidade ainda pode encontrar paz: a pessoa de Jesus Cristo.” (Ravi Zacharias, filósofo, escritor e palestrante)

Esse é o último texto da nossa série especial de Páscoa. Comecei tocando na ferida da própria historicidade de Jesus, mostrando para você que esse homem realmente existiu, fez afirmações muito distintas e morreu nas mãos de seus acusadores.Comentei que, hoje, a maioria dos historiadores céticos aceita a existência do chamado Cristo. Posteriormente, começamos a construir uma casa com alguns bloquinhos pequenos, ou seja, os fatos mínimos aceitos pela maioria dos historiadores a respeito da morte e, assim relatada, ressureição desse homem distinto. Mas antes que conseguíssemos finalizar essa construção, precisei demonstrar os erros por trás das explicações naturalistas para os fatos mínimos.

Agora, estamos em um lugar muito importante. Temos, por um lado, a hipótese da Ressureição como sendo a mais antiga. E, por outro, as hipóteses naturalistas caindo uma por uma. Para usar um termo muito conhecido pelos nossos profissionais do Direito: o ônus da prova não está sobre quem proclama a Ressureição, mas sobre quem a nega. Se tomássemos os princípios do Direito por completos em nosso estudo, afirmaríamos facilmente que a Ressureição é a melhor hipótese até que se prove o contrário. E, por provar, eu quero dizer “provar que a Ressurreição não poderia ter ocorrido e provar que outra hipótese poderia ter ocorrido”.

Mas eu sei que para você isso pode ser um problema. Sua mente pede algo a mais antes de pular de cabeça da hipótese da Ressureição. Talvez, você tenha medo de se machucar, como já se machucou outras tantas vezes aceitando ideologias decepcionantes. Ideologia, sim. Você sabe que não estamos falando apenas de “aceitar que um cara morreu e voltou à vida”. Com isso, virão muitas outras consequências intelectuais, morais e existenciais.

Bom, argumentarei a seguir que a Ressureição é a melhor explicação histórica para o que ocorreu. Por agora, observe-a como o que é: Jesus morreu literalmente e voltou à vida corporalmente. Essa é uma explicação, que os escritores bíblicos deixam claro ter ocorrido dentro da experiência física dos seres humanos da época. Por isso, a contragosto de David Hume, ela pode sim ser analisada pelo estudo da História. Quais são então as evidências de que a Ressureição realmente ocorreu? Vou listar seis:

  1. Acurácia dos relatos: As aparições de Jesus após seu falecimento e sepultamentos são atestadas em fontes antigas, distintas e bem preservadas. Talvez, você não saiba, mas os documentos do Novo Testamento são os documentos históricos (sem levar em conta inspiração aqui) sobre a antiguidade mais preservados que temos hoje. Não vou te aborrecer com muitos dados, mas para você ter ideia, em termos de manuscritos antigos (não há o texto original de nenhum documento de história antiga, apenas cópias feitas manualmente), os livros do Novo Testamento possuem mais de 5000 comparados a apenas 600 de Ilíada (Homero). Além disso, há pouquíssima variação entre essas cópias, indicando que temos, hoje, um texto bem acurado. Podemos confiar que temos o texto que os autores desejavam que tivéssemos.
  2. Sinceridade dos relatos: Os relatos da Ressureição não são rebuscados e carregam muitos momentos embaraçosos para o grupo de cristãos da época. Por exemplo: mulheres como testemunhas principais da Ressureição, discípulos que se desanimaram após a morte de Jesus, irmãos de Jesus que não acreditavam nele e passaram a acreditar (como Tiago), incredulidade de muitos discípulos quanto ao relato da Ressureição, entre outros. O que mostramos aqui é claro: se esses homens estavam tentando ganhar adeptos, eles começaram fazendo do jeito errado. A não ser que eles estivessem sendo sinceros com relação a isso.
  3. Mais sinceridade dos relatos: Muitas vidas sendo transformadas de maneira brusca com base principal em uma experiência com Cristo. Paulo é um exemplo clássico. Ele era um perseguidor implacável, que realmente acreditava estar cumprindo a vontade de Deus ao prender os cristãos. Ele teve uma experiência com Jesus que o levou a mudar totalmente o rumo de sua vida. E, como ele mesmo disse, com base unicamente nessa experiência, ele enfrentou até mesmo torturas e morte por pregar a própria mensagem de Ressureição.
  4. Fatos não imaginados: A natureza dos ensinos sobre a Ressureição não era cultural. Os primeiros discípulos eram pessoas iletradas e judias. Eles não criam naquele tipo de “vida após a morte” que lhes foi apresentado ao ver Cristo ressuscitado. É muito improvável que eles bolassem toda aquela teologia por eles mesmos e contrariando tanto suas crenças anteriores. E isso torna improvável a ideia de alucinações, como já comentamos.
  5. Relatos não contestados por pessoas da época: As autoridades da época simplesmente aparentemente não se envolveram em investigações para tentar provar o “erro” dos discípulos. E o mais interessante é que eles tiveram um grande foco de pregação justamente em Jerusalém. Mas, é claro, que essa é apenas uma aparência de apatia das autoridades. Eles tentaram sim investigar, mas não conseguiram montar argumentos contra a ideia da Ressureição. Para eles, a forma mais fácil foi silenciar (ou pelo menos tentar) aqueles pregadores de forma violenta.
  6. Persistência da crença: Mesmo em meio a tanta perseguição, passando por momentos tão turbulentos da História do Mundo e tendo o seu líder originador “morto”, essa crença se espalhou e se tornou o que hoje conhecemos como uma das maiores religiões do mundo. E isso foi observado por um homem muito sábio na própria época dos trabalhos dos discípulos. Ele era uma das autoridades que estavam julgando os apóstolos: Gamaliel. Parafraseando o que ele disse durante um desses julgamentos: “Se esses homens estiverem ensinando ideias humanas, esse movimento logo cairá por si mesmo. Mas se estiverem ensinando doutrinas de Deus, nem adianta lutar contra eles” (Atos 5). E o movimento não caiu. O movimento apenas se fortaleceu. Ele resistiu, pois não dependida de Pedro, Paulo ou Tiago, mas dependia e sempre dependerá de alguém que venceu a morte: Jesus.

Bom, mas tudo isso não prova a Ressureição, certo? Se você está falando da prova científica, de ver um fato se repetir várias vezes, você está certo. Mas não podemos exigir esse tipo de prova da História, pois os fatos históricos, por definição, são todos únicos. Na verdade, em termos matemáticos, toda a História é extremamente improvável. Lembre-se: não se confunda. Não cometa erros de categoria. Estamos tratando de História. Também não adianta se esconder atrás do Cientificismo, dizendo que só aceita como verdade aquilo que vier das ciências naturais. Isso não é sábio, pois as próprias ciências naturais se baseiam em verdades que elas mesmas não podem provar.

A melhor opção é encarar os fatos: a História é um meio importante de se adquirir conhecimento e verdades sobre o mundo. E, seu estudo atento, ao contrário de nos afastar, nos aproxima ainda mais da ideia de que Cristo realmente ressuscitou dos mortos.

Mesmo assim, terminar o texto por aqui seria ignorância minha. Você que não cria em Deus ou em Jesus continua não crendo. Você pode até ser corajoso o suficiente para abrir sua mente para a possibilidade de Cristo ter ressuscitado, mas não pode dizer que tem fé nEle. E nem era esse meu objetivo com essa série de textos. Fé é algo mais complexo, envolve relacionamento com esse mesmo Deus. O que eu gostaria que você fizesse é que deixasse seus preconceitos de lado por um tempo, se desarmasse um pouco.


Silencie todas essas vozes na sua mente. Tome um exemplar da Bíblia ou Novo Testamento e, antes de abrir, fale consigo mesmo ou em voz alta: “Poderia tudo isso ser verdade? Se for, eu gostaria de descobrir”. E leia. Não precisa ler tudo. Leia apenas os quatro evangelhos. Eu tenho certeza de que, se você for sincero, sua busca terminará ao fim dessa leitura. Você não precisa acreditar em mim, faça o teste por você mesmo.

Fernando Monteiro
Olá. Meu nome é Fernando. Sou médico-residente em Psiquiatria. Gosto muito de ler. Meus temas preferidos são: Religião, Filosofia, Cultura, Política e Medicina.

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