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Mesmo que morra

“Deus colocou a eternidade no coração do homem” (Salomão, rei de Israel)
Confesso que não acompanho muito as programações da televisão. Por isso, não conhecia o trabalho de Domingos Montagner. Mas o choque é sempre forte quando vemos uma vida terminando tão abruptamente, sem aviso, sem preparo… E é isso que me leva a perguntar: você já parou para pensar na morte?
Sei que inúmeras vezes pensamos (e até vivenciamos) a morte de alguém que conhecemos. Ou talvez pensemos na morte como uma possibilidade remota que ocorrerá em um futuro muito distante. Parece mesmo que não conseguimos apreciar ou aceitar muito bem essa história de finitude. O problema piora muito quando encaramos a morte “em primeira pessoa”. Ficamos inquietos. Várias questões começam a incomodar. Se tudo vai acabar, qual o sentido da vida? A existência não passa de uma ilusão? Quem vai se lembrar de mim 50, 60 ou 200 anos após minha morte?
Talvez, você pode discordar da importância dessas perguntas… Contudo, os grandes pensadores da humanidade refletiram sobre elas. E os filósofos existencialistas do século XX chegaram a conclusões bem interessantes. Se a nossa vida estiver fada a terminar, Albert Camus diz: “A compreensão de que a vida é absurda não pode ser um fim, mas um princípio[da reflexão humana]”.
Parece muito deprimente pensar assim, mas eu acho que eles estão corretos. Se show simplesmente acabar, se toda existência caminhar para alguma destruição, então a nossa vida é fundamentalmente sem sentido. Entenda que estou me referindo a um sentido objetivo, real, não imaginário. Podemos sim criar algum sentido, inventar alguma coisa – e isso seria uma ilusão muito gostosa, não é mesmo? (É justamente isso que Camus e Sartre propuseram)
Mas a pergunta continua incomodando: será que a nossa vida é objetivamente absurda? Estamos mesmo fadados a “criar um sentido” e viver na ilusão? Creio que não. Há muitos anos, encontrei na pessoa de Jesus Cristo alguém que pode dar as respostas para as minhas questões mais difíceis. Respostas coerentes, verificáveis e muito relevantes.
Quando o Seu amigo Lázaro morreu, Jesus teve um diálogo muito enriquecedor com Marta (irmã de Lázaro). A Bíblia não descreve exatamente como foi a morte desse homem. Mesmo assim, conseguimos supor pelo texto que Lázaro adoeceu e morreu em menos de três dias. Foi uma morte inesperada.
“O senhor demorou. E se estivesse por aqui, ele não estaria morto”, disse Marta em um misto de reprovação e cobrança a Jesus. Foi quando o mestre explicou que Lázaro ressuscitaria. Claro, ela conhecia os ensinos antigos que falavam em um tipo de ressureição no “dia do Senhor” – o fim do mundo. Mas a vida havia perdido o brilho. Seu irmão, a quem amava, estava morto. Ela não conseguia ter paz com uma promessa tão distante. Podemos até especular que ela realmente não acreditava muito bem naquele papo de ressureição.
Muitas vezes, nós nos cansamos das promessas. Queremos uma solução imediata. E nos questionamos se realmente existe algo ou alguém ouvindo nosso clamor quando não somos atendidos. Você certamente já se sentiu assim…
Mas Jesus continua a conversa, dizendo uma das frases mais marcantes de seus ensinos: “Eu sou a ressureição e a vida. E aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá”. Parece ilógico? Como pode alguém viver estando morto? Entretanto, as perguntas são dissolvidas em meio a ação de Alguém que se importa.
Cristo prossegue buscando chegar ao local onde Lázaro já estava sepultado. E tudo começa a ficar claro no momento em que Marta começa a ouvir os passos do seu irmão vivo novamente.
É claro que aquele homem experimentou a morte novamente mais tarde. Mas o que Jesus fez aqui foi simplesmente uma amostra do que fará a todos depositarem sua fé nEle. E, dessa vez, de maneira definitiva. A alegria vencerá a dor. O bem vencerá o mal. A vida vencerá a morte.
De fato, eternidade é um dos temas mais importantes da Bíblia. Ela começa nos mostrando como o ser humano se desviou desse plano de Deus. E termina com a garantia de que “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro e nem dor”.
Você consegue enxergar a beleza dessa ideia? Sua vida tem sim um sentido real, pois ela não foi feita para acabar.
Caso você deseje conhecer mais sobre esta e outras grandes promessas bíblicas, está convidado a participar do Programa Descobertas todas quartas-feiras, às 19:30, no Espaço Primeira Essência.
Fernando Monteiro
Olá. Meu nome é Fernando. Sou médico-residente em Psiquiatria. Gosto muito de ler. Meus temas preferidos são: Religião, Filosofia, Cultura, Política e Medicina.

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