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Perdão pelo choque de realidade, mas você jamais ficará rico simplesmente por dormir após o almoço. É bem verdade que se ouve por aí alguma coisa sobre magnatas, celebridades, desportistas e alguns outros destacados personagens da trama capitalista que ganham dinheiro enquanto dormem. Mas não é disso que estamos falando. Se um indivíduo obtém bons rendimentos mesmo na inconsciência do sono, pressupomos que, no mínimo, ele já dispunha de algum capital e que um representante seu o investe no mercado financeiro enquanto ronrona. Aliás, é oportuno esclarecer que, nessas condições, pouca diferença faz se o “Rockefeller” está dormindo, esperando para abastecer seu Jaguar ou lendo a biografia de um grande estadista. Nossa discussão trafega por outra avenida: não queremos multiplicar capital, queremos gerá-lo. E gostaríamos que isso acontecesse precisamente a partir de uma prazerosa sesta vespertina.

Eu me desculpo mais uma vez por ratificar nossa compartilhada desilusão afirmando que tal não acontecerá – o cochilo não redundará em salário e a fatura do cartão deverá ser paga com recursos provenientes de outra fonte. Mas por quê?

Entre as centenas de (óbvias) razões destaco uma: ninguém é valorizado ou bem remunerado por fazer algo que qualquer um é capaz de realizar. E essa asserção é mais importante do que parece.

Num domingo de manhã eu assistia a um programa de esportes na TV. Acredito que fosse um evento do tipo X-Games: um enorme ginásio lotado, diversas rampas e trilhas, motocicletas potentes, pilotos habilidosos com aquela coragem exuberante, amiga da inconsequência típica de quem mal terminou a segunda década de vida. A questão naquele dia foi que o narrador do evento começou a me intrigar. Ao anunciar cada um dos competidores que em sequência surgiam do túnel principal para suas respectivas apresentações, ao descrever as manobras, ao comentar as pontuações, ele repetidamente entrecortava seu discurso com frases do tipo: “E daqui a pouco vem pro ginásio Travis Pastrana!”. “Logo mais Travis Pastrana dará seu show!”. “Fique ligado, porque Travis Pastrana, o Pelé desse esporte, já já vai aparecer na sua tela”.

Eu nunca tinha ouvido falar do tal Pastrana. Resolvi continuar assistindo para entender qual era o problema do “narrador-tiete”. E o momento chegou. “E agora vem ele, TRAVIS PASTRANAA!”.

O talento é como a beleza, está onde quer que o encontremos. Nunca saltei de moto e nunca acompanhei de perto esse esporte. Até aquele momento, considerava impressionante o nível dos pilotos. Mas Travis Pastrana acelerou ginásio adentro e, em seu primeiro salto, me permitiu a constatação que certamente compartilhei com muitos naquela manhã: ele fazia em cima de uma moto coisas que ninguém mais era capaz de fazer. É exatamente por isso que em algum momento você possivelmente ouvirá algo mais sobre ele; é exatamente por isso que memorizei aquele nome – Travis Pastrana – e simplesmente não me recordo de nenhum outro piloto daquela ocasião.

Nascemos únicos, singulares. Contudo, investimos nosso tempo, nossos recursos, nossa saúde, nossa vontade, nossos sonhos num tipo de redundância existencial – buscamos ser aquilo que originalmente já somos: diferentes dos outros. Evidentemente, não ansiamos peculiaridades que nos estigmatizem ou que se manifestem em excentricidades. Tememos traços físicos ou de personalidade que nos exponham ao preconceito e à discriminação. Queremos ser diferentes e únicos; mas do tipo melhores, os melhores. Queremos ser capazes de fazer o que ninguém mais é capaz de fazer. Nós amamos histórias como a de Pastrana. E amamos também o prestígio e o salário que as acompanham.

As imposições começam na infância. Caso não ocorram nesse período, pertence aos pais o remorso por tão desastrosa e imperdoável displicência. Escola, aulas de idiomas, aulas de música, treinos esportivos, artes, intercâmbio, mais idiomas, faculdade, estágio, treinee, especialização, experiência no exterior, mestrado, doutorado, pós-doutorado. Aqueles que navegam pelas águas das profissões autônomas/liberais, conquanto não passem tanto tempo nos bancos das universidades, ainda assim não escapam da mandatória diferenciação que determinará sua sobrevivência num cenário competitivo, hostil, ameaçador, darwiniano.

Como reagimos? Somos agressivos, parcimoniosos, persistentes, implacáveis, ousados, resilientes. Havendo firmeza moral, avançaremos pela vereda da integridade ainda que ferozmente assediados pela desonestidade facilitadora, pela ética circunstancial, pelo orgulho e pelo egoísmo que maculam cada um de nossos genes. Finalmente, quando nos vemos vitoriosos e quando alcançamos (embora nunca com plena satisfação) esse invejável patamar de singularidade, nos alegramos. Deliramos em nossa autorreferência: “Dormir após o almoço? Qualquer um pode fazê-lo. Mas são pouquíssimos os que detêm minha competência, minha expertise, minha desenvoltura, minha experiência, minha abrangente rede de contatos.” Em meio à multidão somos notados, somos notáveis. Dispomos afinal de um padrão de pensamento, atitude e consumo que nos torna diferentes da esmagadora maioria da sociedade.

Cedo ou tarde, porém, se questionarmos a vida, concluiremos que sua suprema riqueza está nas pessoas, nas relações humanas. Descobriremos que, na multidão na qual nos sobressaímos e da qual insidiosamente nos afastamos, se encontravam seres humanos que tornariam únicos, significativos e inesquecíveis momentos desse diminuto intervalo na eternidade que chamamos de existência.

Fatalmente, o raciocínio que então nos importuna e nos constrange não é maior que as contradições de toda uma sociedade. Prega-se a igualdade, premia-se a distinção. Prega-se a tolerância, premia-se a supremacia. Prega-se a compaixão e a benevolência. Premia-se o lucro a qualquer preço. Prega-se o ser. Premia-se o parecer e o possuir.

Dos milhares abalroados pela incompletude, apenas alguns romperão a inércia e tatearão o caminho de volta – o caminho estreito da abnegação; a vereda da reaproximação que possibilita enxergar o próximo, conhecê-lo, entendê-lo, respeitá-lo, admirá-lo e, quem sabe, amá-lo.

Realidades paradoxais nos incomodam menos que discussões sem conclusão consistente. Portanto, é oportuno enfatizar que a História conheceu um personagem que viveu o maior de todos os paradoxos existenciais: era o único de sua espécie (monogenes), mas ainda assim se tornou um de nós. Ante sua presença, qualquer ser humano enxergava nobreza real e ao mesmo tempo absoluta simplicidade e compaixão. Um autor anônimo do século 19 descreveu assim esse homem cuja vida é resposta plena para todas as nossas inquietações, contradições e paradoxos:

“One Solitary Life (Uma vida solitária)
Ele nasceu numa vila obscura, filho de uma camponesa. Cresceu em outra vila, onde trabalhou numa carpintaria até os 30 anos. Então, por três anos, foi um pregador itinerante. Ele nunca escreveu um livro. Nunca assumiu qualquer posição. Nunca teve uma família ou possuiu uma casa. Ele não cursou uma faculdade. Nunca visitou uma cidade grande. Nunca viajou mais do que 160 quilômetros do lugar onde nascera. Não fez qualquer uma daquelas coisas que usualmente associamos com grandeza. Tinha apenas 33 anos quando a maré da opinião pública se ergueu contra Ele. Seus amigos o abandonaram. Foi entregue aos seus inimigos e suportou o escárnio de um julgamento injusto. Foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Enquanto morria, seus executores disputavam o seu manto, a única propriedade que Ele possuía. Depois de morto, foi colocado em um túmulo emprestado, pela piedade de um amigo. Dezenove séculos vieram e se foram, e hoje Ele permanece como o personagem central da raça humana, o líder de todo avanço da humanidade. Todos os exércitos que já marcharam, todos os navios que já navegaram, todos os parlamentos que já se reuniram, todos os reis que já reinaram, colocados juntos, não tiveram sobre a vida dos homens neste planeta o impacto que teve essa única vida solitária”.

  • stefany mendonza - Sinceramente…estou me apaixonando pela literatura do blog…essa foi de arrepiar…showrespondercancelar

    • Chloé Pissini

      Chloé Pissini - Stefany, obrigada pelo feedback! Que bom que tem gostado do que temos postado.. Continue nos acompanhando que textos novos estão sempre aparecendo!respondercancelar

Em tempos vigentes não é difícil perceber o quanto somos cobrados pelo alcance de metas e resultados, quer sejam na esfera profissional, social, amorosa e/ou pessoal. Realizamos diversos orçamentos e planejamos minuciosamente como iremos agir em nossa vida, porém existem variáveis que não podemos prever, e estas nos forçam a (re)plananejar e (re)agir em função delas. A variância das nossas atitudes frente a essas adversidades é o que determinará o quanto somos resilientes.

O termo “resiliência” é definido por alguns autores da psicologia como sendo a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de atitudes adversas, sem que haja um desiquilíbrio na mente: É a capacidade de adaptar-se as mudanças de forma positiva. Mas como ser positivo numa sociedade que apenas nos imputa corrupção, crimes, deslealdade e guerras? A única saída que encontramos é desistir ou surtar quando algo adverso cruza a nossa frente.

Como a resiliência é uma qualidade que depende muito de fatores externos, não podemos determinar regras ou condições específicas para se obtê-la, porém podemos citar alguns comportamentos que são tidos como resilientes:

  1. Encarar mudanças e dificuldades como oportunidades: Ser resiliente é enxergar que as mudanças são uma oportunidade para o crescimento, enxergando as dificuldades como possibilidades;
  2. Autoconfiança: Está relacionado com a segurança que o indivíduo tem para encarar as diversas situações;
  3. Bom humor: Aqueles que se valem da resiliência, utilizam o bom humor para lidar os momentos de stress. Estas pessoas acabam por tornar o ambiente mais leve em situações difíceis;
  4. Controle emocional: Nas situações adversas, os ataques de ira não fazem parte daquelas pessoas consideradas flexíveis. O controle emocional permite que o resiliente não perca o foco e consiga se expressar de melhor forma nas situações difíceis;
  5. Empatia: Manter um comportamento resiliente pede uma boa dose de empatia. Saber se colocar no lugar do outro é de suma importância para minimizar e solucionar conflitos;
  6. Reflexão: Ter a capacidade de analisar e refletir quando o mundo está desabando em sua cabeça é um dos pilares que apoiam uma pessoa de atitude resiliente. Geralmente estas pessoas encontram as melhores soluções para os piores problemas;
  7. Sociabilidade: Quem tem um bom relacionamento interpessoal consegue criar vínculos com outras pessoas. Estas pessoas conseguem apoiar sua equipe e ser apoiado por ela nos momentos de dificuldade.

Talvez o termo ‘Resiliência’ seja novo aos nossos ouvidos, mas nenhuma dessas características resilientes citadas acima são novidades. Ao puxar na memória e fechar os olhos, podemos imaginar pessoas que estão em nosso convívio que se encaixam perfeitamente em tais características – talvez você possa até mesmo se perceber resiliente.

Na Bíblia podemos identificar inúmeros personagens resilientes reunidos num só lugar. O que falar sobre José? Ser odiado por seus irmãos, vendido, trabalhar como escravo, ser assediado e posteriormente preso não parece ser nada fácil, não é? Porém o alto grau resiliente que ele possuiu fez com que o mesmo superasse tudo isso e se tornasse o governador do Egito. “No mundo tereis aflições; contudo, tende bom ânimo” (João 16:33). Além de um alerta a seus discípulos há mais de dois mil anos atrás, Jesus traz à tona o comportamento necessário para com as situações conflituosas que nós passamos em dias atuais.

Difícil ser resiliente? Sim, porém no mundo frenético e dinâmico no qual vivemos, a capacidade de manter o foco diante das problemáticas fará com que você obtenha um maior êxito no cumprimento dos seus objetivos e metas de vida.

Estarei torcendo por você!

Há alguns anos, após ter participado da adoração em uma igreja no interior de São Paulo, fui parado por uma das pessoas que ali estava. “E você ainda permanece cristão?” perguntou ela, referindo-se ao fato de eu estar me formando em Medicina. Certo de que aquela conversa poderia ser muito interessante, pedi que ela explicasse um pouco melhor seu questionamento. Ela prosseguiu: “Vocês, médicos, convivem com tantos sofrimentos e problemas todos os dias. Você não se pergunta como Deus poderia permitir tudo isso?”.

Ela estava me trazendo uma das maiores e, em minha opinião, mais difíceis questões pelas quais um ser humano pode passar pela sua vida. Os estudiosos a apelidaram carinhosamente de Problema do Mal. Há como conciliar a existência de um Deus bondoso e poderoso (como o cristianismo propõe) e a existência de tanto mal e sofrimento no mundo? Algumas pessoas dizem que sim. Outras dizem que não. Como poderíamos começar a pensar sobre esse assunto levando em conta, ao mesmo tempo, nossa capacidade de raciocínio e nossas experiências de sofrimento?

Por sorte, eu havia refletido e pesquisado persistentemente sobre essa questão alguns anos antes dessa interessante conversa que relatei acima. Ao longo dessa pesquisa, me deparei com as interessantes ideias de um dos maiores intelectuais cristãos vivos, o filósofo Frederick Antony Ravi Kumar Zacharias, ou como ele prefere ser chamado: Irmão Ravi. Sua história é muito longa para ser contada em um post. Porém, posso dizer que ele começou sua jornada cristã em uma cama de hospital após uma tentativa de suicídio. (Inclusive, se você tiver interesse sobre o assunto, já escrevi esse texto sobre suicídio.)

Uma das observações de Ravi sobre a questão do sofrimento e sua relação com a existência de Deus é o juízo de valor contido na pergunta: “Como Deus poderia permitir tanto sofrimento?”, que tanto fazemos. Note que ao levantar essa pergunta estamos automaticamente pressupondo que a vida (humana ou não), tem um valor e todo tipo de sofrimento é um golpe infligido a esse valor. E, por isso, parece muito difícil conceber um Deus bondoso coexistindo passivamente com as dores que afetam os seres vivos.

Entretanto, esse valor que estamos pressupondo não é algo arbitrário. Estamos realmente dizendo que toda vida tem um valor inestimável e intrínseco. Quando digo intrínseco, quero dizer que esse valor é algo inerente, essencial do próprio ser vivo. Não dependemos de uma lei nos dizendo o valor da vida de uma criança. Simplesmente partimos do princípio que a vida dela tem um valor para, só então, formularmos leis para protegê-la. Da mesma forma, quando dizemos que toda vida tem um valor, estamos dizendo que um ser vivo tem seu valor simplesmente por ser vivo.

Mas, e é agora que as coisas começam a ficar interessantes: esse tipo de valor não pode existir de verdade se tudo surgiu do mero acaso. Se não há Deus, tudo o que existe hoje não passa de um acidente no curso da evolução do Universo. Um dia algo explodiu e, por uma série de eventos, você surgiu. E, se você é um acidente, tudo o que ocorre na sua vida (felicidades e desprazeres) também são frutos do acaso. Qualquer impressão de valor que possamos ter seria apenas uma ilusão. Quem se importa de verdade?

Agora, pense na alternativa…

Se Deus existe, tudo o que existe foi criado por um ser pessoal, alguém que consegue se relacionar com o que criou. Tudo veio de Suas mãos e, assim como uma escultura, a sua própria existência é fruto de Seu desejo. Nesse contexto, é fácil perceber que sua vida tem um valor essencial e todas as suas dores possuem uma relevância cósmica. Alguém se importa de verdade.

Se você observar com calma, o questionamento segue agora um caminho diferente:

  • Eu experimento sofrimentos na minha vida.
  • Esses sofrimentos me ajudam a enxergar o valor essencial que minha vida (ou qualquer outra vida) tem.
  • Mas esse valor só existe, se existir um Deus pessoal, bondoso e poderoso.

Portanto, através da própria realidade dos sofrimentos, podemos concluir que existe um Deus. Você já leu ou ouviu a história de Jó? Não é curioso que ele, sendo um dos homens que mais sofreu nesse mundo, não duvidou por um só minuto da existência de Deus? Ao contrário, no meio de seus sofrimentos, ele recorreu justamente ao seu próprio Deus: “Eu sei que o meu Redentor vive e, por fim, se levantará sobre a Terra. E, mesmo que esteja consumida a minha pele, em carne-viva eu verei a Deus.” (Jó 19:25 e 26)

Jó viveu muito tempo antes do Redentor se levantar. Nós vivemos alguns milênios depois que Ele veio. Deus se fez homem e sofreu o pior de todos os sofrimentos para que eu e você possamos viver em um mundo sem sofrimento. Você pode aproveitar seus questionamentos, dores e lágrimas para conhecer mais a Jesus. Converse com Ele hoje. Será uma experiência inesquecível!

Grande abraço.

Talvez você já tenha ouvido posições diferentes sobre isso, mas muitos estudos sobre a Alemanha Nazista concluem que grande parte da população alemã e até mesmo alguns oficiais de posto inferior não sabiam inicialmente o que aconteceria com os prisioneiros mandados aos campos de concentração. Eles apenas “cumpriam suas obrigações com a pátria” e não questionavam o significado de tudo aquilo. É bem possível que fosse assim mesmo, pois a imprensa sempre foi muito controlada em regimes ditatoriais.

Isso deve nos fazer refletir: existem hábitos, rituais ou tradições que você segue em sua vida sem saber o real significado? Por que você bate na madeira três vezes após falar sobre morte? Por que você não deixa os chinelos virados para baixo? Por que você nunca tomou manga com leite?

Existem muitos outros hábitos e tradições que adquirimos com o tempo. De todos ele, os mais importantes são os hábitos ligados a religiosidade. É importante conhecer o significado por trás de práticas religiosas? Por quê?

O Fundamento do Descanso

Acompanhe comigo o texto que está em Mateus capítulo 11, versos 28-30. Muitos mestres, filósofos e líderes religiosos prometeram vários tipos de “descanso”. Sobre que “descanso” Jesus estava falando aqui? (Sugestão de leitura: Apocalipse 21:3-6).

Jesus oferece paz com Deus e paz consigo mesmo. Qual seria o seu papel diante desta oferta? O que você precisa “fazer” para recebê-la? (Sugestão de leitura: João 3:16).

O Significado do Sábado

Agora, vire a página da sua Bíblia (ou do seu aplicativo) e leia o capítulo 12, versos 1-8 de Mateus.

Você já ouviu algumas pessoas dizendo que não existe mais essa história de “guardar o sábado” ou que “Jesus aboliu o sábado”? Será que foi isso que Jesus fez nesse momento? Qual a real discussão aqui: “se deve ser guardado” ou “como deve ser guardado”?

Preste muita atenção ao verso 7. Para Jesus, qual o real significado do Sábado? Era apenas uma “regrinha sem sentido” ou fazia parte de um plano maior?

Agora, reflita sobre uma coisa. No meio de uma sociedade consumista, o que significa você parar sua correria (trabalhos, estudos, etc) e dizer “agora 24 horas serão dedicadas ao meu Deus e a ajudar ao meu próximo”?

Vivendo o Sábado – Ler Mt. 12:9-14

Continue lendo o texto de Mateus, agora os versos 9-14 do capítulo 12. Uau! Jesus curou no Sábado! Ele poderia ter curado em qualquer outro dia, mas curou justamente no Sábado. Como isso nos ajuda a compreender melhor o que significa “guardar o Sábado”? É só descanso físico? É só ir à igreja? O que está envolvido aqui?

Uma última reflexão para você essa semana: Você tem se relacionado com Jesus diariamente? Se não, o que você pode fazer para melhorar esse relacionamento?

Caso você tenha dúvidas ou comentários sobre o estudo, envie uma mensagem para a nossa fanpage, ou apareça para nos fazer uma visita em uma de nossas programações:

Aos sábados, às 9h: Programa Identidade

Aos sábados, às 18h: Programa Encontros

Às quartas-feiras, às 19h30: Programa Descobertas.

Grande Abraço! Que Deus te abençoe.

A halitose, ou mau hálito, é um fenômeno da natureza que acompanha o homem na sua trajetória social-histórica desde a sua existência. Na Bíblia, no Antigo Testamento, no livro de Jó (19:17), ele se lamenta, dizendo… “A minha mulher não tolera o mau cheiro da minha boca; os meus irmãos têm nojo de mim”. No desenrolar da história da humanidade o desenvolvimento de práticas cotidianas para corrigir a eliminação desses odores e de outros do corpo humano é visto pela nitidamente pela confecção de desodorantes atentando-nos para o fato do ser humano ser o único animal que odeia seu próprio cheiro.

O dramaturgo romano Titus Marcius Pláutus (254-184 a.C.) classificou o “fedor da boca” entre as muitas razões de infidelidade conjugal, considerando que “[…] o hálito de minha esposa tem um cheiro terrível, melhor seria beijar um sapo”. Na obra Escrevendo sobre Moralidade, Plutarco (6-120 d.C.) afirma que, […] depois que Heron de Siracusa foi informado pelo médico sobre seu hálito, o tirano repreendeu sua mulher dizendo: Por que não me advertiste de que meu hálito te fere a cada vez que te beijo? Ao que ela respondeu prontamente: Sempre pensei que o hálito de todos os homens tivesse esse terrível odor.

E até em uma peça mencionada por Shakespeare, Muito Barulho por Nada, ato 5, cena 2: “Palavras fétidas são apenas vento fétido, e vento fétido é apenas hálito fétido, e hálito fétido é nauseante, portanto eu vou partir sem ser beijado”. Essa talvez seja a penosa alteridade da halitose para o ser humano com a perda da autoestima e o estigma impingido em quem a tem.

O mau hálito ou halitose não é uma doença, e sim um sinal ou sintoma de que algo no organismo está em desequilíbrio, devendo ser identificado e tratado.

A origem do mau-hálito pode ser bucal (de 90 a 95 % dos casos) e de origem extra-bucal ( de 5 a 10 % dos casos) incluindo os que advém de dentro do organismo, mas não da boca.

As causas do mau hálito conhecidas são mais de 60. Dentre as causas mais importantes e comuns originadas na boca, temos a saburra lingual (camada branca de sujeira que fica na superfície da língua) e as doenças da gengiva. Jejum prolongado, a ingestão de alimentos odoríferos (capazes de alterar o hálito), o diabetes não controlado, a hipoglicemia e outras alterações representam baixa influência no mau hálito

Verdade ou mito: O mau hálito vem do estômago? Não, sendo que este é frequentemente responsabilizado pela alteração no odor do hálito, exceto devido a arrotos ou refluxo gastro-esofágico, porém nestes casos a alteração do hálito é momentânea e passageira e seu odor não é o característico cheiro de enxofre presente na halitose crônica e sim um odor caracteristicamente ácido. A crença de o estômago provocar o mau hálito talvez seja o maior mito na área de saúde da atualidade, que graças aos esforços da Associação Brasileira da Halitose (ABHA – Pesquisa: o Mau hálito e o profissional da área de saúde) e de seus associados, vem sendo desmistificada.

As doenças da gengiva bem como várias outras causas de alteração do hálito de origem bucal (dentes semi-inclusos, excessos de tecido gengival, feridas cirúrgicas, cáries abertas e extensas, próteses mal adaptadas, abscessos, estomatites, e câncer bucal) podem ser facilmente identificadas e tratadas (ou encaminhadas para tratamento) por um cirurgião dentista experiente.

5 Dicas para um bom hálito:

# Higiene bucal adequada;

# Evitar jejum prolongado;

# Evitar alimentos de odores fortes;

# Manter a boca sempre hidratada;

# Evitar o fumo e bebidas alcoólicas;

# Outros fatores: o uso de alguns medicamentos favorecem a pouca salivação, sendo necessário o uso de hidratação ou salivas artificiais a fim de manter a cavidade bucal sempre umedecida.