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                Abraços, amigo secreto, confraternização, festa, árvore de natal, presentes. Nesta época do ano, gostamos de atribuir as boas ações e a felicidade generalizada ao “espírito natalino”.

                Mas por que não conseguimos pensar no próximo, olhar para as pessoas carentes ao longo do ano e não apenas quando o espírito natalino está no ar?

                Se pensarmos que o natal celebra o nascimento de Cristo, podemos chegar à conclusão de que o natal também celebra os exemplos que Jesus deixou.

                Cristo era amável no ano todo, acolhia as pessoas mais rejeitadas de sua época, como prostitutas e “fiscais da receita” e ainda jantava na casa de pessoas odiadas.

                O que podemos aprender com isso? Que Cristo, o mestre dos mestres, deixou um legado de discipulado, amor, empatia e amor ao próximo, mesmo sem o “espírito natalino”.

                Depois que esse clima de natal passar, que nós continuemos amando, tendo paciência e amor pelo próximo ao longo de 2020!

                Feliz natal!

                Voltaremos com mais textos em 2020!

Um dos vídeos mais vistos do canal TED Talks intitula-se “O perigo de uma história única”. Nesse vídeo, a famosa escritora Chimamanda Ngozi Adichie fala sobre o problema de estereotipar as pessoas e não conseguir ver além da imagem que nós mesmos criamos.

O problema de criar uma “história única” para alguém é que, geralmente, ficamos aprisionados a essa narrativa. Imaginem se encontrássemos o apóstolo Paulo perseguindo os crentes com uma arma na mão. O que você pensaria sobre ele?

No entanto, mesmo esse perseguidor atroz dos cristãos primitivos mudou sua “história única”. De perseguidor implacável, tornou-se um homem perseguido. Pregou com palavras, mas também com ações.

O apóstolo Paulo, no final de sua vida, disse “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará.” II Timóteo 4:7-8.

A história de Paulo representa a vida de todos os que podem ser salvos pela fé, se arrepender dos pecados e aceitar a Cristo.

Antes de achar que as pessoas ao nosso redor têm uma “história única”, vamos nos lembrar desse grande apóstolo que passou de vilão a adorador do Grande Herói, que é Cristo Jesus!

Dezembro é um período de muitas confraternizações: festa da firma, encontros da família, reencontro com amigos.
Nessa mesma época, surgem os famosos amigos secretos. Muitas vezes, após o sorteio, algumas pessoas ficam desesperadas, pois não têm intimidade com quem terão que entregar o presente.
Apesar da “tensão” dessa primeira etapa do amigo oculto, talvez algumas pessoas encaram a última fase como a pior: ter que falar as características da personalidade de outra pessoa em público. Algumas pessoas ficam sem palavras, porque não sabem o que dizer sobre o outro.
E se “a pessoa que você tirou” fosse Jesus? Será que haveria o que dizer? Em Isaías 9:06 há algumas características de Cristo: “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”, no entanto, quem é Jesus na sua vida? Quem é esse Príncipe da Paz para você?
Digamos que esses atributos de Jesus fossem “apelidos” concedidos a uma pessoa muito íntima. Eu tenho amigos que me chamam de Su, Susinha e até Susie Maria (rsrs). Porém, talvez seja hora de criarmos um apelido especial para Cristo.
Ele já esteve com você em momentos de solidão? Que tal chamá-Lo de Amigo? Ele já te ajudou em uma prova? Que tal chamá-Lo de Professor? Ele curou uma enfermidade? Que tal chamá-Lo de Médico?
Fale com Cristo. Tenha intimidade com Ele e crie o seu próprio “apelido” para o nosso Salvador e faça com que Jesus tenha sentido na Sua vida. Assim, se Ele for o seu “amigo secreto”, você terá muito a dizer sobre o Príncipe da Paz.

Hoje, eu quero tratar de um assunto que sempre me fascina: a questão do relacionamento diário com Deus. Será que existem atitudes e hábitos espiritualmente significativos que estejam ao alcance de qualquer pessoa?

A resposta para essa pergunta pode ser melhor compreendida se compararmos o Cristianismo com as chamadas “religiões de mistério” do Império Greco-Romano. Tais religiões, como o Mitraísmo, eram caracterizadas por terem seus rituais, crenças e tradições revelados apenas aos chamados “iniciados”. Além disso, muitas delas tinham graduações que eram acompanhadas por um conhecimento cada vez maior do “mistério”.

Ao contrário delas, a religião bíblica nada tinha de secreta. Desde o seu início, ela foi caracterizada por exposições abertas (muitas vezes, ao custo de perseguições) de suas crenças e doutrinas. Os rituais (como o Batismo e a Santa Ceia) também eram realizados publicamente. Todas as pessoas eram estimuladas a pesquisar pessoalmente e divulgar amplamente os ensinos bíblicos.

Dessa forma, podemos dizer que o Cristianismo está ao alcance de todas as pessoas. E existem diversas práticas e atitudes que você pode implementar na sua vida para melhorar seu relacionamento com Deus. Hoje, eu quero listar apenas algumas – que nós provavelmente nos esquecemos ou passarmos por alto:

  • Liberalidade/Generosidade: Quem é generoso, “empresta a Deus e Ele o recompensará” (Pv. 19:17). Mas isso não significa primariamente uma recompensa material e sim espiritual. Deus recompensa a sua generosidade com uma “porção maior” de Si Mesmo.
  • Gratidão: Paulo nos diz para não vivermos “preocupados com coisa alguma; em vez disso, orem a Deus pedindo aquilo de que precisam e agradecendo-lhe por tudo que ele já fez. Então vocês experimentarão a paz de Deus, que excede todo entendimento e que guardará seu coração e sua mente em Cristo Jesus”(Fp. 4:6). Note que cultivar um espírito de gratidão não vai garantir que vamos receber o que pedimos a Deus, mas será uma porta de entrada para Ele nos dar a sua maior bênção – a Paz.
  • Alimentação Saudável: O primeiro capítulo de Daniel é provavelmente a declaração mais clara da relação entre uma alimentação saudável e uma espiritualidade melhor. Daniel decidiu “não se contaminar” com diversas comidas que estavam sendo oferecidas para ele (Dn. 1:8). E escolheu apenas os alimentos e líquidos saudáveis. Somos informados, então, que Deus e Daniel estavam ainda mais próximos (Dn. 1:17).
  • Abstinência de Álcool e Drogas: A Bíblia nos informa que um cristão maduro entende que nem tudo é bom e ele deve buscar sempre o que é cada vez melhor (1 Co. 6:12). Isso significa que ele deve manter seu corpo (incluindo a mente) sob controle de sua razão (1 Co 9:27).
  • Prática de Atividades Físicas: Pode parecer estranho falar disso. Mas temos afirmações bem enfáticas de que o nosso corpo é o templo de Deus (1 Co. 6:19-20), ou seja, o nosso corpo como um todo vai influenciar nossa capacidade de relacionamento com Deus. E a atividade física regular é uma excelente maneira de cuidar do nosso corpo.

Mas, antes de terminarmos, vou deixar algumas coisas claras para que não haja nenhuma interpretação errada do que eu quis dizer nesse texto:

  • Eu NÃO quis dizer que precisamos fazer essas coisas para sermos recebido e salvo por Deus. A Bíblia é bem clara ao dizer que somos salvos pela graça de Deus manifestada em Jesus Cristo e assimilada através da fé pessoal (Jo. 3:16; Ef. 2:8)
  • Eu NÃO quis dizer que essas são as únicas coisas necessárias para se ter um contato melhor com Deus. Isso seria uma simplificação absurda de um assunto muito mais extenso (Rm. 11:33).
  • Eu NÃO quis dizer que se uma pessoa pratica essas coisas, está automaticamente em um “nível espiritual” mais elevado do que outras pessoas. Isso daria margens para arrogância e não é aprovado pela Palavra de Deus (2 Co. 10:17; Gal. 6:14-15).

Por fim, o que precisamos reconhecer é que PODEMOS ter um contato diário com Deus substancialmente melhor. E, se somos cristãos, QUEREMOS ter um contato cada vez melhor com Deus. Então, o que nos impede de colocarmos essas dicas em prática ainda hoje?

 

 

Você já viu, em pleno horário de rush, aquele motorista que entrecorta os demais sem nenhum respeito? Aquele que arranca buzinas e xingamentos por onde passa? Ele não dá seta, quase atropela os pedestres e ainda anda em alta velocidade?

Acho que todos nós já vimos alguém assim. Agora, imagine o seguinte cenário: você descobre que o motorista estava agindo assim porque estava passando mal. Esse motorista, quase morrendo, faz loucuras para se manter vivo, para chegar ao lugar que o salvaria.

Sua visão sobre esse motorista mudaria depois de ouvir essa história? Imagino que sim, pois eu mesma imaginei isso e mudei de opinião sobre esse homem. Se eu estivesse no mesmo carro que ele, provavelmente o ajudaria a correr e a fazer loucuras a fim de ir ao encontro do médico.

O que fica difícil de vislumbrar é que esse homem odiado está passando por uma situação na qual ninguém conhece. Ele está lutando para se manter vivo. No entanto, enquanto ele ultrapassa os carros perigosamente, não recebe uma palavra de apreço e nem mesmo um sorriso acolhedor. Ninguém pensa nas razões que o levam a se portar de forma tão imprudente.

Contudo, essa história toma nova vida quando nos percebemos na pele desse homem. Então, nessa posição, desejamos compreensão, amor, empatia, mas, do outro lado da porta, não conseguimos oferecer o que queremos receber.

Posição difícil, não é? Segundo o apóstolo Paulo, “TODOS pecaram e estão sem a glória de Deus” (Romanos 3:23). Sendo assim, é muito provável que odiemos alguém e, no minuto seguinte, podemos nos tornar essa pessoa odiada.

Se o  capítulo 3 de Romanos terminasse no verso 23, acho que ficaríamos muito tristes, porém, a melhor parte vem no versículo 24: “sendo justificados GRATUITAMENTE pela sua graça, pela REDENÇÃO que há em Cristo Jesus.” Romanos 3:24.

É mais fácil amar o odiado quando você também se coloca como tal. Podemos ser amados por muita gente, mas, eventualmente, vamos magoar pessoas. É por isso que, antes de declarar ódio a uma pessoa, declare o amor que vem de Cristo e mostre compaixão e empatia para com o odiado. Afinal, o próprio Jesus demonstrou amor a pessoas muito odiadas em sua época!