Blog Primeira Essência » Um lugar para se encontrar

Masthead header

Você já pensou que todos nós temos o poder de decidir o que quisermos? Por exemplo, ao acordar, temos o poder de decidir chegar atrasados ou com antecedência no trabalho. Mesmo cansados, sofrendo e com problemas, temos o poder de decidir se queremos sorrir para os colegas de trabalho ou se preferimos não cumprimentá-los.

Temos o poder de demonstrar amor, gentileza, empatia, ou, por outro lado, ódio, grosseria e falta de empatia. Deus nos fez seres livres. Seres que têm o poder de decidir o que desejam.

Mas não seria muito bom se todos escolhessem a alegria, a leveza? O problema é que, com esse mundo de pecado, muitos andam atribulados, cansados, tristes e estressados. A parte boa é que existem pessoas que, mesmo com tudo isso, escolhem fazer a diferença.

Em Deuteronômio 30:19 está escrito “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.

O que você quer decidir hoje? Escolha ser bênção aos que te cercam! Escolha demonstrar amor, ser mais paciente, mostrar mais gentileza e empatia. Escolha a vida!

Vamos ser sinceros: todos nós somos líderes em algum aspecto de nossa vida. Seja como pai, ou mãe tentando ensinar algo para um adolescente que “já sabe tudo”, seja como um empresário e até mesmo como uma pessoa com aspirações políticas; de alguma forma, todos nós exercemos a liderança. 

Por essa razão, todos somos cativados por histórias de pessoas como Warren Buffett, Abraham Lincoln e Winston Churchill. São pessoas que incorporaram em algum nível o arquétipo do herói que tanto buscamos em nossas vidas privadas e públicas.

Mas, recentemente, fui impressionado por um outro líder. Apesar de nunca ser um nome lembrado pelos Coaches e Palestrantes Motivacionais de hoje, ele, com certeza, demonstrou de maneira muito expressiva o modelo de liderança que dá certo. Estou falando de Neemias, um cara que reorganizou politicamente o povo judeu no século IV a.C.. Quero apenas contribuir com 7 características que ele expressou em sua história e que estão diretamente relacionadas ao seu sucesso*. 

Primeiramente, Neemias era um homem de responsabilidade. Isso é facilmente demonstrável ao notarmos que ele é descrito como copeiro do Imperador da Pérsia (Ne. 1:11; 2:1). Um copeiro era muito mais do que um simples “provador de alimentos”, ele administrava finanças do governo e possuía o selo do rei (uma espécie de carimbo, assinatura). Assim, Neemias era um sujeito tão responsável que poderia simplesmente representar o maior imperador da sua época. E ele era um estrangeiro!

Estamos falando também de um homem de visão. Ele tinha um objetivo: reconstruir os muros de Jerusalém (Ne. 2:4). E sua visão era tão estável que perdurou por muitos anos. Basta lembrar que aqueles muros estavam destruídos havia mais de 140 anos, ou seja, muito tempo antes de Neemias nascer. Mas isso o incomodava. Ele queria fazer algo para mudar aquele cenário. E esse desejo não foi embora fácil. 

É claro que ele enfrentou muita oposição, mas a história mostra que seu primeiro e último recurso era sempre a oração (Ne. 1:4-11; 2:4; 4:4-5; 4:9). De fato, ele parecia levar tudo para Deus: as vitórias, as derrotas, as angústias e as alegrias.

Contudo, nem só de oração vive um líder. Estamos falando de um homem de ação e cooperação. Você pode pensar que essas duas palavras refletem qualidades distintas. Nada poderia estar mais equivocado. E Neemias mostra isso. Ele sabia explicar o que precisava ser feito de maneira clara e objetiva (Ne. 2:15-17). E, ao fazer isso, ele conseguia inspirar pessoas a fazer junto (Ne. 2: 18). Ele soube também se colocar em uma posição secundária para auxiliar a Esdras, um homem de temperamento muito diferente do seu (Ne. 8-10). O fato é que pessoas de ação inspiram cooperação e pessoas que cooperam dificilmente são passivas. 

Neemias também demonstrou ser um homem de compaixão: renunciou a seus privilégios de governador e denunciou a exploração que se fazia a pessoas de classes inferiores (Ne. 5:8,18). Ele se colocou como “parte do povo” e essa característica é venerada em diversas culturas ao longo da história. 

Outra característica que se torna interessante é essa: ele não se intimidou pela oposição (Ne. 2:19; 4:2-14; 6:5-14). E ele viveu a oposição de diversas maneiras – inclusive das formas mais baixas possíveis. Porém, sua resposta era sempre: oração, esforço redobrado, vigilância e dependência de Deus. 

Todas essas características podem ser bem interessantes para um líder atual. Entretanto, elas não esgotam os ensinos de liderança de Neemias. Falta o mais importante. Neemias só conseguiu sucesso na sua empreitada, pois ele tinha a motivação correta. Ele expressa isso de maneira muito clara nas frases: “Lembra-te, ó meu Deus” (Ne. 5:19; 13:14,22,31). A motivação de Neemias não era deixar um legado, ficar rico ou mesmo virar nome de rua. Neemias queria agradar e servir a Deus. E não há motivação mais correta do que essa para qualquer empreendimento. 

*Esses insights são óbvios na história relatada na Bíblia. Mas essa organização leva os créditos do teólogo Edwin Massao Yamauchi.

O quanto nós realmente valorizamos a vida e as pessoas que nos cercam? Será que aproveitamos completamente os momentos vividos? Costumamos dizer: “O futuro a Deus pertence”; “Ninguém sabe o dia de amanhã”; “Viva o hoje como se Jesus voltasse amanhã” dentre tantas outras expressões que nos incentivam a viver e aproveitar cada instante do agora. Consequentemente, ao meditarmos sobre elas, espera-se que nosso comportamento e modo de viver mudem.

Semana passada perdi alguém muito importante para mim que me ajudou extremamente, sendo ela mesma – amável, sorridente, humilde, generosa, companheira. No ano que foi o pior e, ao mesmo tempo, o melhor ano da minha vida. Ela me ensinou muito e jamais esquecerei o carinho com o qual me recebeu no colégio. A Lu era uma pessoa com o coração enorme que verdadeiramente praticava o conceito CRISTIANISMO. Sempre a agradeci muito por tudo o que fez por mim e o quanto foi importante para que eu conseguisse sobreviver ao ano de 2017.

Porém, apesar de sempre lhe falar o quanto era especial para mim, fiquei pensando: “eu podia ter feito mais…”. Na noite de quarta-feira, Jesus voltou pra Lu… “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.” Mateus 24:36.

Essa fatalidade me levou a refletir sobre como nos permitimos sermos “engolidos” pela rotina do dia a dia, entrando num piloto automático que nos sufoca e quando percebemos já passaram dois, três dias; uma semana; um mês que não falamos com nossos pais, amigos, familiares.

O que verdadeiramente importa? Será que realmente só iremos valorizar algo ou alguém no momento que perdermos? Precisamos administrar sabiamente o nosso tempo não apenas no ou para o trabalho, mas, principalmente, para desfrutar a companhia, física ou virtual (se estiverem em cidades diferentes), das pessoas que amamos.

Eu amo música desde que me entendo por gente, por isso não consigo escolher apenas uma como favorita. Entretanto, existe uma gravada pela cantora Marcela Taís que diz do seguinte:

“Olha, esta vida vai passar rápido

Não brigue tanto com as pessoas

Não reclame por coisas bobas…

Por que não falar com Deus agora?

Se perdoar liberta, por que demoras?

Por que não ligar? Por que não abraçar?

Que tal jogar estas desculpas fora?

Espera-se muito o Natal e a sexta-feira

O tempo sobrar, ganhar mais dinheiro

Nunca tivemos tanto, e nunca fomos tão insatisfeitos.

Deixe-me contar um segredo

Não foi pra esta vida que fomos feitos

Não podemos nos completar aqui…”.

Verifique suas prioridades, aproveite cada minuto do hoje e lembre-se: nosso lar não é aqui nesse mundo. A vida nessa terra é passageira. O apóstolo João assim descreveu nosso lar, a nova Jerusalém: “Vi o céu e a terra criados de novo. O primeiro céu se foi, a primeira terra se foi, o mar já não existe. Vi a Jerusalém Santa, criada de novo, descendo resplandecente do céu, preparada para Deus como a noiva para o marido. Ouvi uma voz, como um trovão, vinda do trono: Olhe! Olhe! Deus está de mudança: vai morar entre homens e mulheres! Eles são seu povo, ele é o Deus deles. Ele vai enxugar toda lágrima dos olhos deles. A morte se foi de vez, e também se foram as lágrimas, o choro e a dor.” Apocalipse 21: 1-4 (A Mensagem).

Essa é nossa esperança! Vivermos para sempre na nova Jerusalém com nossos familiares e amigos sem sofrimentos e desfrutando da companhia de Deus.

 

“Não é a primeira impressão a que fica. É a última. Apenas certifique-se de que a primeira não seja a última.” Aldo Novak

Acredita nessa afirmação? Quem nunca viu uma pessoa pela primeira vez e ficou imaginando as características de sua personalidade? Agradável? Sério? Honesto? Inteligente? Engraçado? E, ao conhecê-la, se surpreendeu ao perceber que estava totalmente enganado? No primeiro encontro é comum nos basearmos em características pontuais do outro, como roupa, voz, expressões. Mas será que a pessoa não pode estar cansada naquele dia e, consequentemente, mais quieta, ou que veio direto de uma festa e, por isso, está muito arrumada para o local do encontro?

Em um espaço de tempo bem curto, o cérebro humano constrói imagens difíceis de serem desfeitas posteriormente, pois o poder das ideias moldadas no momento em que se bate o olho sobre uma pessoa é tão forte que nem mesmo os fatos são capazes de refazê-las facilmente. Já que listamos pontos como educação, personalidade, confiança, senso de humor e nível social. Infelizmente, em segundos não é suficiente para mostrar quem realmente ela é…O primeiro julgamento, precipitado na maioria das vezes, é muito difícil de ser alterado. E, às vezes, não temos uma segunda chance para mudar esta impressão.

Uma boa dica para causar uma boa impressão é determinar se sua imagem atual reflete sua personalidade e estilo de vida. Para mudar a impressão negativa, é preciso prestar atenção aos aspectos ruins de sua imagem que devem ser modificados ou melhorados.

Faz parte do ser humano tentar encaixar aquilo que é novo em algo previamente conhecido. Devido que as pessoas frequentemente veem e ouvem apenas o que estão condicionadas, de acordo com suas próprias crenças e valores. Nos fechamos em um padrão que acreditamos ser verdade e deixamos de fora qualquer coisa contrária. Ao encontrarmos com alguém desconhecido, tentamos, sem nos dar conta, buscar alguma característica nessa pessoa que nos seja familiar. Esse mecanismo ocorre de forma automática e inconsciente em todos nós. É uma forma que temos de reduzir a ansiedade gerada diante de algo novo. Caso acreditemos fielmente nessa primeira impressão que temos do outro, podemos ser injustos e até mesmo preconceituosos, pois imputamos a ele atitudes, personalidade e caráter que foram fantasiados por nós, baseados em experiências anteriores que nada tem a ver com o desconhecido.

Os indivíduos são diferentes uns dos outros! Não basta que tenham a mesma religião ou sotaque semelhantes, por exemplo, para que sejam colocados na mesma prateleira.

Busque uma segunda impressão! As pessoas são complexas, distintas e, por isso, interessantes. Cada uma a sua maneira. Precisamos estar abertos para conhecer o novo de forma verdadeira e plena, só então possamos construir, ao longo do tempo, uma opinião mais real a seu respeito. Dessa forma, podemos decidir de maneira mais justa e adequada qual o nível de proximidade e de relacionamento desejamos ter com o outro. Mesmo que “a primeira impressão” seja a que fique, são as últimas atitudes tomadas que definem o curso do processo de desenvolvimento.

Você já julgou um livro pela capa? Eu sim. A leitura sempre foi o meu passatempo preferido, então, quando eu queria novos livros, eu me lembro de escolhê-los a partir dos desenhos mais bonitos na capa.

Lembro-me de uma vez que a minha mãe correu para arrancar um livro que eu estava prestes a ler na livraria, porque eu era muito nova para lê-lo (fico curiosa para lembrar que livro era esse, mas não consigo). O fato é que eu  peguei a obra, pois achei que o desenho da capa era enigmático.

Não, não me orgulho disso. Não me orgulho de ter julgado tanto. O problema é que, com o tempo, a atitude de julgar passou a acontecer com as pessoas: “Muito chata, muito quieta, muito falsa, muito exibida”, e por aí vai. Se estou dialogando com pessoas que também já julgaram o “livro” pela capa, sinto-me mais humana, mas não menos pecadora.

Se julgarmos alguns “livros”, pela capa, talvez não gostaremos do conteúdo. Vamos exemplificar essa afirmação com o “livro” Pedro: em João 18:10 lemos “Então, Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita…”. Essa é uma característica difícil de imaginar da vida de Pedro, principalmente se focarmos na mudança que Cristo operou nele. O mesmo Pedro, em Atos 10:34, reconhece o amor de Deus a todos: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas.”

Nem parece o mesmo “livro”, não é mesmo? O que é mais fantástico na misericórdia divina é que Deus vê muito mais que a capa. Ele lê as entrelinhas. Ele vê um cânone literário antes que todos o vejam. Se Pedro fosse julgado pela sua imprudência e intempestividade, provavelmente não seria uma “obra” muito relevante para o Reino.

No entanto, Ele foi um grande instrumento na proclamação da mensagem que tinha como base a ressurreição de Jesus. Se Pedro fosse um livro, o desfecho dessa narrativa seria muito inesperado. Ele seria um tipo de história que, provavelmente, se tornaria um best-seller.

E quanto ao nosso coração enganoso? Sim, nós temos a terrível mania de julgar tudo pela capa. Porém, conhecemos Aquele que lê os corações, as intenções. Por isso, antes de julgar um livro pela capa, peça a orientação divina. Dessa forma, é muito provável que você se surpreenda com as narrativas que surgirão diante dos seus olhos!