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Sabe aquele tipo de pessoa que não desce? Que você olha e ao mesmo tempo não quer enxergar? Sério, às vezes penso que elas são provações divinas para que eu mostre a Jesus o quanto eu O amo. Porque meu amigo….é impossível existirem tantas pessoas assim por metro quadrado no mundo – é na escola, no trabalho, na igreja – por onde quer que você passe, (con)viva, se deparará com estes “seres celestiais” que se acham a última bolacha do pacote ou a borboleta do MSN.

O “amemos uns aos outros” que lemos no livro bíblico de 1ª João não se torna difícil…se torna impossível quando temos que lidar com essas pessoas, não é? Mesmo sabendo nós que em seguida Ele fala que “aquele que não ama, não conhece a Deus”, nós criamos um bloqueio natural para com o outro e um simples “bom dia” se torna complicado de falar. Se a nossa vontade fosse cumprida, na verdade um belo “cala boca” e uns cascudos seriam um ótimo substituto para o “bom dia” dessas pessoas.

Sabendo desse contexto turbulento que viveríamos onde o amor percorreria um caminho mais longo para ser atingido, Deus pede – no livro bíblico de Colossenses – que “suportemos uns aos outros” e em seguida fala “e perdoai-vos mutuamente”. Sério, Ele é sensacional! É mais ou menos assim a compilação desses dois pensamentos (pela minha interpretação): “ Amiguinho, não quer amar, não? Você não é obrigado, mas suporte, respeite e perdoe o coleguinha por ele ser assim”.

Consegue enxergar que somente com este primeiro passo de suportar, toda nossa comunidade (no sentido amplo da palavra) seria bem melhor? Entenda… Amar é uma escolha; suportar o outro, uma obrigação. Independente de religião, posição política, etnia ou orientação sexual. Então da próxima vez que a você encontrar com aqueles “seres celestiais”, perdoe e aja com sabedoria; até porque você mesmo pode ser a última esta última bolacha do pacote ou a borboleta do MSN para alguém.

Forte Abraço,

Dalton Leça.

 

Em um dias desse enquanto eu entrava no estacionamento de um mercado, fui abordado com uma senhora, já de idade, com duas crianças me pedindo para comprar dela um chocolate. Falei a ela que eu não tinha dinheiro. Então ela virou e me disse: “moço, se sobrar dinheiro aí na sua compra, mas só se sobrar, compra algum pão pra nós?”.

Naquele momento, depois de muito tempo, eu parei um pouco de pensar no meus pseudo problemas e interesses. Fiz algumas pequenas compras para ela e, quando voltava para o meu carro, vinha pensando: “vou fazer minha boa ação do dia”.

Boa ação do dia?

Foi nesse instante que percebi o quão egoísta eu estava sendo. Sim, por óbvio eu estava ali ajudando alguém, mas, quem sou eu para me declarar naquele instante como “bom”, “justo”, etc?

Então, minha mente se voltou a Jesus e ao seu ministério. Ele ia sim à Igreja e congregava com seus próximos, mas seu ministério não terminava ali dentro. Ele vivia pelo próximo e durante cada respirar procurava servir.

Ele não se contentava em fazer apenas “uma boa ação por dia”, ele ERA a boa ação todos os dias de sua vida.

Naquele dia, percebi que minha “boa ação” era migalha perto da vida de serviço que Jesus quer que tenhamos. Uma vida de abnegação do “eu” para o amor ao próximo, custe o que custar.

E, quando vivermos o “servir”, perceberemos que, mesmo abrindo mão de tudo para benefício do outro, estaremos plenamente completos e satisfeitos, pois Ele nos preenche e, para variar, nos serve com a Sua infinita graça.

Não faça boas ações diárias, seja a boa ação diariamente.

A Bíblia está repleta de histórias sensacionais. Podemos lê-las nos mais variados livros desta incrível biblioteca. Ela apresenta um imenso banco de dados que mistura estilos e sensações por meio de belas histórias. Composta por drama, terror, suspense, comédia, poesia e tantos outros, sua leitura encanta e fascina. No entanto, é evidente que este não é seu objetivo primordial. Muito mais que uma coleção de entretenimento, seu estudo traz luz ao entendimento e clareza para o viver. O leitor mais atento – aquele que examina cuidadosamente esse livro – encontra valiosas lições que se mostram extremamente relevantes, quando a intenção é encontrar a plenitude da vida.

Uma dessas histórias é encontrada no livro de Marcos, capítulo 8, versos 22 ao 25. O texto é tão curto e rápido, que poucas vezes recebe a atenção que lhe é devida. Após Jesus multiplicar pães e peixes para alimentar uma multidão, Ele se dirige a um vilarejo próximo de Cafarnaum chamado Betsaida. Ali lhe trouxeram um cego, afim de que fosse curado. Nesse momento, Jesus resolve o problema daquele homem em duas etapas. Primeiro ele passa saliva nos olhos do cego, estende as mãos sobre ele e lhe pergunta: “Vês alguma coisa?” (Mc 8:23). O homem responde no verso 24: “Vejo as pessoas como árvores que andam.”. A história conta que novamente Cristo impôs-lhe as mãos, e só então ele passou a enxergar perfeitamente.

Não é incomum nos projetarmos no lugar do homem cego. Nossa dificuldade em acertar nas escolhas faz com que, numa frequência enfadonha, nos sintamos seres invisuais frente às decisões da vida. Além disso, referente ao futuro, somos sem sombra de dúvida cegos, tateantes buscando um rumo seguro a trilhar. Porém o processo intermediário permitido por Jesus, na cura daquele homem, é realmente intrigante. Por que Cristo não o curou no primeiro momento? O enfermo disse: “Vejo as pessoas como árvores que andam.”. Note que existe uma inferência moral aqui, a qual extrapola um possível caso físico severo de miopia, hipermetropia ou astigmatismo.

É preciso esclarecer que o texto não menospreza a importância das árvores, nem faz referências aos Ents – personagens criadas no universo fantasioso de J.R.R. Tolkien. A valer, algo fica pertinente na afirmação do cego. Quantas vezes você já enxergou as pessoas à sua volta como árvores? No trabalho, escola, faculdade, trânsito ou até mesmo em casa? Somos levados, pelo cotidiano desequilibrado de nossos dias, a ver pessoas como parte de uma paisagem. Destituídas de valor, sentimento, história e significância, nós às banalizamos ao ponto de sequer nos preocuparmos com atitudes basais como um singelo bom dia, um muito obrigado, ou um por favor.

Não se trata de ser indelicado ou inconveniente, mas sim parar de agir como se não existissem outros à nossa volta. Trata-se de respeitar, com amor, as opiniões e crenças divergentes da sua. Refere-se a, em tempos de modernidade líquida – conceito do sociólogo polonês Zygmunt Bauman –, estar devidamente atento ao rumo dos padrões sociais pós-modernos, mantendo são o limite entre o processo de construção coletiva e o individual. Estende-se a enxergar as pessoas como algo muito além de uma paisagem natural ou cultural. Se analisarmos com maior profundidade, veremos o absurdo da banalização humana no trânsito virtual da violência, que ocorre no viés imaginário de que as imagens compartilhadas não geram consequências às vitimas, ou a seus familiares. Vídeos íntimos, acidentes, mortes, pancadarias. Na verdade, nos variados meios de comunicação social, esses itens são interpretados de modo inconsequente e leviano. São consumidos com insensibilidade e desamor. Tornam-se partes de um entretenimento patológico, denegrido pela distorção que o pecado causou na visão humana, uma indiferença irracional.

Felizmente, quando a visão se torna distorcida, existe alguém que oferece a cura. Quanto mais toques nós recebemos de Jesus, isto é, quanto mais nos relacionamos com Ele – através do estudo da Bíblia e da oração diária – mais claro se torna nosso olhar. Mais altas se tornam nossas aspirações. Mais fácil fica discernir entre árvores e pessoas. Entre ser inconveniente e ser oportuno. Entre ser indiferente e ser amoroso. A história do encontro rápido entre um cego de Betsaida e Cristo, nos mostra a diferença entre as trevas da cegueira, a penumbra da visão distorcida e a clareza da luz. Lições inestimáveis apresentadas em quatro versos.

A mulher foi espancada por um policial militar, porque o sanduíche dele veio com molho barbecue. Infelizmente, eles foram confundidos com assaltantes e foram disparados 80 tiros contra eles. O segurança da loja julgou ameaça em um jovem e o matou asfixiado. Houve óbito.

Sério…nunca pensei que as orações desconexas acima fariam tanto sentido em minha cabeça hoje. Essas são apenas extrações de casos reais, em que não apenas o direito, mas as vidas de cidadãos foram danificadas e/ou retiradas brutalmente. Sabe o detalhe que interliga todos eles? Em todos os casos, pessoas cujo exercício profissional se dá para nos proteger, foram os autores de tais atrocidades. Parece (ou é certeza) que o mundo está invertido: onde ontem encontraríamos segurança, hoje encontramos medo e desconfiança. Meus olhos demoraram a ver e meus ouvidos custaram a ouvir os gritos de um clamor ainda silente e descoordenado que paira na sociedade, banhado de cultura e normalidade. “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo”- Mateus 24:6 – e foi esse texto que me deu força e ânimo de escrever.

Logicamente, não trato estes cenários como generalidade, mas sim como urgência. Precisamos não mais ficar passíveis de aceitação dessas circunstâncias, onde a morte brutal e o caos sejam normais à nossa mente. Dando sequência ao mesmo texto bíblico citado de Mateus, no verso 12 fala que “devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará”, mas por favor, não encare isso como normal, tampouco coloque o seu amor e empatia para com o outro na geladeira.

Se você, assim como eu, está enxergando o mundo invertido, chegou a hora de deixar de ser morcego, dormir de cabeça para baixo e agir com equidade e sabedoria – colocando tudo no seu devido lugar. Não apenas reclamar do que está ruim e continuar espalhando tragédias – você não estará ajudando ninguém com essas atitudes. Seja luz, compartilhe coisas boas e utilize a empatia como base da reivindicação da justiça.

Aos familiares das frases desconexas iniciais, desculpa por nossa sociedade. Vamos ter força e tentar ser melhores.

 

 

 

Grande parte das vezes em que precisamos efetuar um cadastro ou compra num determinado lugar, geralmente é nos solicitado o número do nosso Cadastro de Pessoa Física (o comumente conhecido – CPF) para que o processo seja finalizado. Este número é único e cada indivíduo possui o seu – não podendo ser utilizado por outra pessoa. Quando esta compra ou cadastro é realizada por uma empresa ou instituição, a figura do CPF dá lugar ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) – que obedecendo o mesmo conceito – seu número é intransferível e representa a empresa perante a sociedade.

Tendo esses dois conceitos agora estabelecidos, anota mais esse: Um não pode substituir o outro. Ou seja, mesmo que você (CPF) comece a trabalhar/estudar/etc. numa empresa (CNPJ), você nunca deixará de ter o seu número de Cadastro de Pessoa Física, pois ele é a sua identificação pessoal. Vamos para o seguinte cenário: Você tem seu CPF limpo – sem nenhuma restrição – e trabalha, há muito anos, numa empresa que lhe faz muito bem e você acha que aprende muito lá e que ela é perfeita. Porém, recentemente, o Estado informou que essa empresa possui em seu CNPJ algumas irregularidades. Quem cairá na “malha fina”? A empresa.

Pega agora este cenário e faz uma adaptação da sua vida cristã junto a instituição religiosa que você participa. Deixa eu te falar um negócio que talvez desmontará seu castelinho de areia: a minha/sua instituição religiosa não irá para o céu – (in)felizmente venho aqui te falar isso. Elas cairão na malha fina da justiça divina. Cristo morreu e pagou todas as dívidas que estavam sob nosso CPF e prometeu voltar por nós, pessoas, e não pelos CNPJ’s das instituições que participamos. Então, muito cuidado ao dizer que o CNPJ que você pertence tem a verdade e todos fora dele estão errados. Talvez você se surpreenda lá no céu ao encontrar com aqueles CPF’s dos estereótipos que seu CNPJ tanto criticava e condenava.

O que você está fazendo para manter o seu CPF cristão limpo? Tem cumprido seus deveres como cidadão celestial ou quer reivindicar apenas seus diretos que você não tem?