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Conhecemos, há algum tempo, um ditado que diz que o cachorro é o melhor amigo do homem.

E é tão bom ter um animal de estimação, que muitos médicos recomendam a presença de um animalzinho em alguns tratamentos.

Por outro lado, será que é possível afirmar que o homem moderno possui um inimigo?

Talvez há uma resposta: o celular.

E, para provar que podemos fazer desse aparelho importante um inimigo, reflita comigo:

  • Se você tem mais de trinta anos, é muito provável que se lembre da sua rotina sem um celular. Pense em como era: você acordava, tomava banho, café e partia para a escola ou a faculdade. Se havia atrasos, era por excesso de sono, não por excesso de celular. Isto é, de alguma maneira a sua saúde ainda poderia ser beneficiada pela seu atraso.
  • Antes do advento do celular, em geral o que era do trabalho ficava no trabalho depois do expediente. Caso fosse necessário, o chefe enviava um e-mail ou te ligava. Ou seja, o trabalho não te acompanhava nos restaurantes, na igreja, no museu ou no tempo livre com a família.
  • Desfrutávamos mais da presença dos nossos amigos: era muito comum passear com eles para ouvir as dores e as alegrias de cada um. Hoje, lemos muitas novidades sobre alguém querido juntamente com milhares de outros seguidores que, às vezes, nem têm intimidade com o dono ou a dona do perfil da rede social.
  • Conversávamos mais com as pessoas que moravam conosco e também nos atrasávamos menos, já que não tínhamos taaaantas mensagens para responder instantaneamente.
  • Quanto ao trânsito… bem, talvez seja óbvio dizer que não havia tantos acidentes causados pelo do uso do celular.

Se o celular ajuda? Claro que sim! Mas será que, pensando nos benefícios e malefícios, esse aparelho está nos estimulando a olhar mais ou menos ao nosso redor?

Como pessoas que tentam colocar o amor de Cristo em prática, será que o celular tem sido o nosso melhor amigo ou o nosso maior inimigo?

Se você acha que esse texto não tem a ver com a sua rotina, que bom! Mas, para ter certeza, que tal conferir quanto tempo você passa com a telinha ligada?

Atualmente, os celulares mais modernos já possuem um registro de quanto tempo e em quais aplicativos o usuário passa conectado. Segundo uma pesquisa, somos o terceiro país mais ligado à internet. A média de uso do celular pelo brasileiro é de 9 horas e 14 minutos! Quantas coisas boas poderíamos fazer se diminuíssemos o tempo com o aparelho ligado, não é verdade?

Nesta nova semana, não deixe o seu inimigo ganhar: diminua o tempo com o celular e desfrute de uma vida mais ativa e mais feliz!

Culturalmente em algumas orações que dirigimos a Deus, encerramos com a seguinte frase: “Em nome de Jesus, Amém”. Isso se dá porque temos a Cristo como nosso único interlocutor junto a Deus, porém não significa que essa frase servirá como uma fórmula mágica fazendo com que Jesus vire Harry Potter e sua solicitação seja inteiramente atendida – felizmente. E este é o grande erro que percebo em muitas pessoas em seus pseudo-clamores aos céus.

Durante anos, vi e ouvi muitas orações e, sinceramente, em todas elas comecei a fazer uma reflexão sobre o que está sendo dito/pedido para ver se é coerente – Desculpa, mas eu faço isso. Sabe o porquê? Porque fiquei cansado de ouvir pedido sem fundamento algum. Não que algo seja impossível para Deus, mas pelo simples fato da pessoa pensar que Deus vai fazer a vontade dela. NÃO VAI! Deus não vai mudar o seu marido que bate em você, porque Ele já te mostrou o que você deve fazer. Deus não vai melhorar o seu emprego, porque Ele já te disse inúmeras vezes o caminho que você deve seguir. Deus não vai mudar os seus amigos que te ignoram, te usam e te mostram uma falsa felicidade, porque você já sabe o que tem que ser feito. Deus não vai alimentar o faminto que está ao seu lado, pois você mesmo negou comida p’ra ele. Então, por favor, O poupe, se poupe e nos poupe.

Não peça “Em nome de Jesus” se você não está pronto para se amar e mudar, pois nem tudo irá girar ao seu entorno. A partir do momento que você entender que o nosso Cristo é O Amor, aprenderá que se anular perante aos outros só fará com que a situação na qual você se encontra continue. A concretude de uma or(ação) é um processo de fé com três etapas: ouvir, aceitar e agir. Se você não fizer algum deles, de nada adiantará seu celeste pedido. Então, daqui a pouco, quando (e se) for pedir alguma coisa a Deus, exercite o processo, e seja a mudança que você precisa para mudar o atual cenário da sua vida.

Desde a eleição de 2018, nós, brasileiros, estamos divididos: deixamos de gostar de grandes amigos, porque descobrimos que eles não votaram no mesmo candidato que a gente. O natal de 2018 foi marcado, para muitos, por brigas nos grupos de conversa e também por diversos “deixar de seguir”.

A coisa ficou tão feia, que o site de notícia G1 publicou a reportagem “Eleição abala grupos de amigos e família no WhatsApp; veja histórias e dicas para lidar com discórdias”. Esse texto, escrito no auge da eleição, trata sobre uma mulher que bloqueou o noivo e a criação de subgrupos de uma família com os títulos ‘mortadela’ e ‘coxinha’ para tentar acalmar os ânimos. Por fim, a reportagem apresenta dicas de um psicólogo para conviver pacificamente com opiniões diferentes.

Depois de ler a reportagem, é quase impossível não refletir: no que nos tornamos? Por que não conseguimos mais tolerar as pessoas com ideias diferentes das nossas? Por que passamos a não só odiar, mas também a provocar as pessoas que pensam diferente da gente?

Para quase todas essas perguntas, há uma resposta: perdemos o foco no que realmente importa: o amor. Transformamos as nossas relações interpessoais em um ringue. A gente transborda de ideias bem fundamentadas, mas não transborda de amor. As nossas conversas se tornaram lutas e não deixamos nem sequer um round para ouvir o que o outro tem a dizer.

 “E agora?”, você pode estar se perguntando. Agora, vem o nocaute, a parte da luta em que caímos inertes: “Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor.” João 15:09. E não para por aí: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Romanos 12:10.

 Existem muitos textos na Bíblia que comprovam o caráter bondoso e misericordioso de Deus. Como cristãos, proponho algo: que tal nocautearmos as pessoas com o amor? Que tal começar uma luta em que o oponente tem a preferência?

Essa luta começa, primeiramente, dentro de nosso coração, pois é lá que as piores batalhas acontecem. Vamos pedir a Deus  para que Ele nos ensine a permanecer em Seu amor para que o mal seja nocauteado e o caráter do Pai seja revelado!

 

 

Eu tive o privilégio de morar por 25 anos na mesma cidade que os meus quatro avós. Aproveitei esse tempo de proximidade para fazer muitas coisas com eles, mantendo uma relação muito próxima a de um filho direto deles.

O meu avô paterno é um são paulino “roxo” e adquiri dele a vontade de torcer pelo tricolor. E por todos os anos, eu não assistia a um jogo do São Paulo se não fosse deitado no colo do meu avô, aproveitando da sua companhia e sabedoria.

Eu me lembro, claramente, que o placar que ele mais odiava era o 2 a 0 a favor do São Paulo. Embora pareça uma boa vantagem, ele sempre olhava e me falava: Gui, esse é o placar mais perigoso. Quando achamos que a vantagem é boa, o outro time faz um gol e vai com tudo em busca do empate e da virada.

Eu demorei muito pra compreender aquilo, mas hoje vejo que meu avô tinha razão.

Quando Jesus veio ao mundo, os fariseus – aqueles que se autodenominavam santos e puros por cumprirem todas as regras – tinham a plena convicção de que estavam ganhando de goleada de todos os outros seres humanos.

E por essa certeza, não se misturavam com os perdedores e acreditavam fielmente que a vitória vinha deles! Eles mereciam a salvação porque eles faziam tudo correto!

Ocorre que o evangelho que Cristo mostrou com a sua vinda nos aclara que a certeza de merecer algo nos leva a uma inevitável derrota.

Com sua vida e seu sacrifício, Jesus mostrou que não precisamos de nada além dEle para sermos salvos. Não é a nossa obediência a ele que nos salva, mas sim a nosso reconhecimento da necessidade dEle.

Pode ser que muitas vezes nos sintamos em grande vantagem por conhecermos mais de Cristo e até praticarmos mais as obras que Ele recomenda.

Mas essa “vantagem”, na verdade, é apenas um “2 a 0” que abrimos na vida. Um placar que nos parece confortável e nos faz nos orgulharmos de nós mesmos.

É  exatamente nesse momento que o Adversário toma conta do nosso jogo e nos dá uma goleada, muitas vezes sem nós mesmos percebermos.

Na verdade, a vitória na caminhada cristã provém da derrota do próprio eu, no reconhecimento de que nós não conseguimos. Nesse momento, a substituição ocorre no jogo: Sai o eu, e entra Jesus.

Quando ocorre essa troca no jogo, compreendemos as palavras do Apóstolo Paulo: “Quando me sinto fraco, então, é que sou forte”. (2 Cor. 12:10)

E assim me espelho nEle e tenho vontade de praticar a boa obra que Ele colocou em mim, me tornando, pela derrota, um novo homem, vitorioso através dEle.

Você já imaginou passar os últimos dias de sua vida em um asilo cujas janelas ficam de frente para um cemitério?

Isso aconteceu com Silva, protagonista da obra A máquina de fazer espanhóis, do autor português Valter Hugo Mãe. Silva é a materialização dos piores medos e fracassos que uma pessoa pode ter no fim da vida.

Quando paramos para refletir no que Silva pode representar na nossa vida, passamos a viver com receio, com medo, preocupados e pensando frequentemente na morte. Mas será que fomos criados para viver assim? Será que fomos criados para ter que abrir a janela da vida e encarar a morte como parte de nossa existência?

No começo, Adão e Eva eram perfeitos. A morte não fazia parte da rotina deles. No entanto, após o pecado, tiveram que abrir a janela da morte e todo tipo de tristeza e desgraça.

Mesmo após milênios, o nosso coração não se acostuma com a ideia de sentir tristeza, de envelhecer e, principalmente, nunca nos acostumamos com a ideia de perder pessoas queridas.

Existe uma janela que se abre para o que há de melhor: a vida que surgiu após a vinda de Cristo a este lugar! Olhe só o que Paulo escreveu aos romanos:

“Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens.
Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos.” Romanos 5:18,19

Quando você ficar triste porque a janela da morte foi aberta para alguém querido, lembre-se: a Bíblia promete um reencontro! Confie em Deus e abra a janela que mostra a esperança da vida eterna!