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Há um tempo, estava ouvindo uma música de uma banda chamada Passenger e parte da letra me chamou a atenção.

O autor começa aclarando cenas de nosso cotidiano que fazem com que a vida pareça até certo ponto entediante e depressiva.

Até que ele chega a uma conclusão aclarada em um conselho (tradução livre com interpretação): não chore por suas perdas, sorria para a vida. A vida é para os vivos, então viva! Ou continue vivendo como um morto.

Essa frase me fez refletir em muitas coisas: primeiro, é sobre as prioridades que colocamos em nossas vidas. Quando eu vivo por coisas (dinheiro, bens, conquistas, etc) corro o seríssimo risco de não viver, pois as coisas são muitas vezes instáveis, o que nos faz chorar imensamente pela perda delas e nos cega a viver lutando por elas.

Jesus, quando veio a esse mundo, também nos aconselhou a segui-Lo, pois Ele veio para trazer vida e vida em abundância.

Precisamos de tempo para viver! Tempo para realmente vivermos.

Embora nossa vida possa, em muitos momentos, ser difícil, nós temos um Amigo que promete carregar o nosso fardo (não importa o quão pesado ele esteja) para que nós possamos viver para Ele. Para que nós possamos verdadeiramente VIVER!

Se você tem apenas sobrevivido, lembre-se: Deus quer que você tenha vida em abundância! Ele quer ser o teu consolo. Ele quer chorar com você, mas quer, acima de tudo, sorrir com o plano que Ele tem pra tua vida: viver eternamente.

Aproveite esse Sábado para esquecer de todos os seus fardos e entregá-los a Deus. Experimente nesse sábado viver, viver com Deus! Passe tempo com sua família, leia a bíblia, contemple a natureza. Enfim, viva!!!

A vida é um presente para nós! Aproveite!

A vida da gente é repleta de mudanças. Muitas vezes pensamos que nos conhecemos bem, no entanto, mesmo as menores alterações podem se mostrar bem difíceis. Tem gente que dorme no mesmo lado da cama há mais de 10 anos. Se trocar de lado ou posição, não consegue mais dormir. Pode ser a cadeira na mesa de jantar, o sofá, um lugar na igreja ou no trabalho. É impressionante como essas pequenas coisas, se mudadas, podem gerar grandes desconfortos. Mas o que falar sobre a mudança de moradia? Essas sim são situações que beiram a insanidade. Se forem feitas com pouco dinheiro e uns quatro lances de escada – para carregar os moveis que você não vendeu -melhor ainda. Na realidade, podem ser estressantes ou excitantes, depende muito da pessoa e dos locais envolvidos. Para alguns, sair da cidade natal e conhecer o mundo é um sonho incontestável. Para outros, nem tanto. Para você, talvez, se mudar para Manhattan seria um privilégio que aparece para poucos sortudos. Mas pode ser que tenha alguém lá lendo esse texto e torcendo pra conseguir uma transferência para Cancún, Paris ou Dois irmãos do Buriti. Independentemente das características de cada um, o fato é que raramente estamos contentes com as mudanças quando estas não partem da soberania de nossas próprias decisões. Nessas situações, quase nenhum controle temos sobre suas consequências, o que gera certo incômodo e ansiedade. Mas e quanto às mudanças que controlamos? Será que usamos nossa soberania de decidir ou a negligenciamos? Será que nos conhecemos bem o suficiente a ponto de saber o que necessita ser mudado?

Vivemos na chamada era pós-moderna, assim é natural que as mudanças culturais oriundas desse período influenciem nosso modo de vida. O problema é que nos conhecemos pouco. Refletimos pouco. Assim, acabamos entrando num estado inercial de comportamento que muitas vezes tem mais relação com a cultura geral na qual estamos inseridos do que com o nosso discernimento e poder de escolha. Não sou economista, mas, para exemplificar, tomarei uma característica econômica como auxílio. Um dos mecanismos comerciais da sociedade pós-moderna é a terceirização. Do ponto vista da geografia econômica, isso é claramente perceptível. No livro “Globalização e Espaço Geográfico”, de José Eustáquio de Sene, é muito bem explicado como a economia sofreu transformações e caminhou para uma realidade na qual é comercialmente mais viável contratar uma prestadora especializada em determinados serviços do que se responsabilizar pela execução deles. Isto é, para economizar tempo, energia e dinheiro, algumas vezes vale mais a pena pagar do que fazer. De fato, nos negócios, essa relação apresenta mais soluções do que problemas. No entanto, temos a tendência de cair numa armadilha quase imperceptível em nosso cotidiano. Estamos inclinados a achar que esse conceito pode ser aplicado em outras áreas da vida e, quando as coisas não resultam bem, por vezes nos mostrarmos surpresos. Desenvolvemos, por exemplo, a cultura de terceirizar a formação de nosso intelecto: “O professor é muito ruim. Não vou aprender nada assim”. Terceirizarmos a educação dos nossos filhos: “Como que meu filho tirou uma nota dessas? Eu pago escola cara pra quê?”. Terceirizarmos também o nosso desenvolvimento espiritual: “O sermão está muito ruim. Acho que semana que vem vou em outro lugar, lá o culto é bem mais animado”.  O problema é que passamos os dias sem perceber que sucessivas vezes deixamos de ser a mudança que tanto desejamos que ocorra. Falando de outra maneira, às vezes deixamos de ser os protagonistas da nossa própria vida. Permita-me dizer-lhe isso: enquanto você apenas esperar passivamente que mudanças positivas ocorram em seu desenvolvimento pessoal, você continuará fortalecendo os mesmos hábitos ruins e provavelmente pouca coisa mudará. Pelo menos a tendência é que nada positivo e relevante aconteça. Para que mudanças positivas ocorram de fato, precisamos decidir e agir. É no silêncio da luta interna contra o eu que aprendemos que elas são possíveis quando vencemos a inércia da autopiedade e da vitimização e mais, se assumirmos a responsabilidade inerente ao nosso livre arbítrio. Terceirizar nossa relação com Deus, com nossos amados e com a gente mesmo não deveria nem sequer ser uma opção.

Quando o assunto é enfrentar nossa própria mente e tentar mudar para melhor, eu sempre me lembro de Paulo, nascido em Tarso, na Cilícia, no ano 5 dC. Em uma de suas cartas, aos Romanos ele diz: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2 NVI). Vale lembrar que eu não sou ateu, creio no mesmo Deus de Paulo. Desse modo, acredito que, se mantivermos uma postura constante de luta contra nossas tendências ruins, se não desistirmos de tentar conhecer melhor esse Deus e permitirmos que Ele nos coloque em Seu próprio molde, então poderemos experimentar de fato mudanças positivas em nosso comportamento habitual além de viver conectados diariamente com Sua vontade. Creio que essa seja a única maneira real de usufruir plenamente da vida que temos. O único modo de nos sentirmos completos. No entanto, mesmo que você não acredite nisso, não acredite que exista esse Deus, o conselho de Paulo ainda permanece muito coerente. Não se contente com os moldes impostos pela cultura atual. Não seja vítima dela nem da sociedade ao seu redor. Tenha filtros, reflita, busque a melhora, não desista de si mesmo. Enfrente-se. Esforce-se para quebrar a inércia que te paralisa. Seja o protagonista das mudanças que você tanto deseja para si e para os outros. Talvez a principal decisão a ser tomada seja nunca desistir de tentar. Desistência não pode ser opção. Nem sempre conseguiremos fazer o que é melhor pra nós e para os outros, mas o importante é continuar tentando. Boa parte das mudanças que ocorrem em nossa vida não poderemos controlar, mas a pequena parcela que está sob o poder de nossas escolhas não deve ser abandonada. Aquilo que comemos, vestimos, assistimos, lemos, ouvimos. Locais que frequentamos, palavras que falamos, encontros que negligenciamos. Antigamente, no Oráculo de Delfos, Templo de Apolo, havia uma inscrição posteriormente atribuída ao filósofo Sócrates. Ali dizia: “Conhece-te a ti mesmo”. Veja só, uma das frases mais antigas da filosofia grega, ainda hoje, se mostra extremamente desafiadora para todos nós.

 

 

Você já viu o aviso “Mantenha distância” na traseira de um caminhão? Esse aviso impede que o motorista que está atrás do caminhão sofra consequências com a aproximação exacerbada.

Em muitas situações de nossa vida, a distância é sempre mais aconselhável. Está com raiva? Não grite. Afaste-se. Quer se vingar? Afaste-se. É viciado em cigarro? Afaste-se também.

O problema é que nos acostumamos a nos distanciar de tudo que pode dar algum trabalho. No entanto, se pensamos nas palavras de Cristo, se distanciar das pessoas não é recomendado. Jesus disse em Mateus 28:19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Refletindo sobre essa fala de Cristo, chegamos à conclusão de que não é possível fazer discípulos sem uma real aproximação das pessoas. É fato que a proximidade pode revelar defeitos, mas também é fato que a aproximação também nos revela o melhor das pessoas.

Ficamos fechados, “seguros” com nossas cercas elétricas e empresas de segurança nos protegendo, mas também não conseguimos ver com clareza o que nos cerca. Talvez Cristo diria hoje “Desligue a sua cerca elétrica e faça novos amigos. Saia de casa, olhe nos olhos das pessoas e esteja pronto para ajudar os amigos na hora da necessidade.”.

Você também se distancia com receio de “ficar vulnerável”? Se sim, é hora de fazer discípulos. É hora de se aproximar de forma real das pessoas que nos cercam.

Siga a orientação de Jesus e esqueça a distância. Aproxime-se. Fique vulnerável. É assim que o amor do Pai pode ser manifestado por você e para você!

Se você já esteve ligado a alguma causa social, provavelmente já ouviu alguém pedir “traga um quilo de alimento não perecível”.

Quem já doou um pouco de alimento para uma causa beneficente sabe como faz bem para alma ajudar o próximo. É bom saber que o dinheiro que Deus nos dá também está abençoando outras pessoas.

Ajudar os outros é bom e não vamos discordar disso. No entanto, em vez de, apenas doar alimentos ou roupas, você já doou o seu tempo? Já se comprometeu com uma causa a ponto de querer se aproximar das pessoas que estão ligadas a ela?

As pessoas que necessitam de roupas, calçados e alimentos são muito gratas pelas doações, porém, quando essas mesmas pessoas recebem atenção, o coração delas se enche junto com os armários da cozinha.

Quando Jesus curou o leproso descrito a partir de Marcos 8:02, Ele não deu apenas a cura física, mas também a espiritual, pois ninguém gostava de dirigir a palavra aos leprosos.

Quando nos aproximamos de alguém que está à margem da sociedade para conversar, trazemos um novo sentimento para essa pessoa: o sentimento de que Deus se importa.

Então, quando você decidir fazer parte de uma campanha, tente doar mais do que um quilo de feijão. Tente doar seu tempo. Dê atenção aos que se acham indignos da graça de Deus e mostre que todos recebemos o mesmo presente: a vida eterna em Cristo Jesus!

Em uma das partes mais estranhas da Bíblia, Deus pede a Abraão o seu filho, como demonstração de fidelidade e amor.

A situação é estranha por diversos motivos. Mas o mais intrigante é que Deus havia pedido exatamente o que ele havia prometido no passado à Abraão: o filho, a descendência.

A bíblia se silencia sobre como foi o caminho de casa até o monte Moriá. Provavelmente o silêncio da narrativa reflita exatamente a situação daquele momento. Abraão, silente, havia decidido cumprir a vontade de Deus, custe o que custasse.

No seu chamado Abraão tinha aberto mão do seu passado para uma nova vida. Seu presente foi fazer a vontade de Deus e deixar as suas (embora tenha derrapado algumas vezes). Surpreendentemente agora Abraão tinha decidido abrir mão da promessa, do seu futuro, por Deus. Sim, Abraão entregou seu passado, seu presente e seu futuro a Deus.

O último registro de conversa entre Abraão e Isaque tinha sido o conforto do Pai ao filho de que Deus haveria de prover um cordeiro. O diálogo de despedida deles estava fundado na promessa de um Deus redentor.

Sabemos que Deus não permitiu que Abraão matasse o seu filho e que aquela situação estava aclarando o plano da Redenção, mas Abraão, naquele ato de fé, demonstrou o amor, a obediência e a confiança dele a Deus.

É por isso que Abraão é reconhecido como Pai da fé. Abraão se despediria de seu filho na certeza de que Deus o ressuscitaria em Sua volta (Hb 11:19). A compreensão de Abraão é fenomenal: as dores daqui nada são comparadas à felicidade eterna.

Nossa comunidade se despede nesse final de semana de uma família fenomenal: Pr. Lino, Juliana, Júlia e Felipe.

Deus não pediu ao Pr. Lino que ele sacrificasse seus filhos a Ele. Mas assim como a Abraão, Deus pediu o passado, o presente e o futuro desta família.

O presente dele era aqui na Primeira Essência, até que Deus o chamou para cuidar de outras ovelhas, para honra e glória dEle. E a família pastoral, mais uma vez, entregou seu futuro a Deus.

Como Abraão, nesse momento, a comunidade está triste pela despedida e separação momentânea. Mas a certeza do reencontro eterno marcado para a Volta de Jesus, nos alegra.

O convite e o chamado para entregar nossa vida por completo a Deus é feito a todos nós, não somente aos ministros e obreiros. E somos convidados a escolher, pela fé, deixar nosso passado, viver o presente dEle e confiar em Seu futuro.

Obrigado, Pastor Lino e família, pelo sacrifício que fizeram por nós.
Que o pessoal de Bauru possa ser tão abençoado quanto nós fomos!