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Em outubro do ano passado, o jornal O Globo publicou uma reportagem apontando que Brasil é um dos campeões mundiais em tempo de permanência na rede: está em terceiro lugar, já que o internauta brasileiro fica, em média, nove horas e 14 minutos por dia conectado. O número, levantado pela Hootsuite e We Are Social, coloca o país atrás apenas de Tailândia (com nove horas e 38 minutos) e Filipinas (com nove horas e 24 minutos).

Com o advento dos marcadores de tempo de uso nos celulares, é possível detectar, com precisão, quanto tempo nos demoramos em cada aplicativo. Por isso, fica cada vez mais difícil afirmar que não “não temos tempo”, pois os nossos aparelhos mostram que, quando queremos, damos um jeitinho.

Imagine se o pai diz para a filha que não tem tempo para ir à festa do dia dos pais na escola, mas ele fica em casa, sozinho, navegando na internet. Imagine que um amigo diz que não pode sair com outro amigo porque não tem tempo, mas fica em casa curtindo fotos de gatinhos fofinhos.

Imagine que há um Deus que te ama, te protege e fica atento a cada necessidade sua, mas, mesmo assim, você diz que não tem tempo pra Ele, porém fica 9 horas mexendo no celular sem necessidade alguma. Será que você consegue se enxergar nessas situações hipotéticas?

Agora, imagine que a sua Bíblia marque as suas últimas visualizações:

*Estudo básico sobre o plano de Deus para a salvação – 1 hora no livro de Romanos;

*Estudo sobre a salvação pela fé- 2h no livro de Gálatas;

*Estudo sobre a mediação da graça de Deus por meio de Cristo Jesus- 1h30 no livro de Hebreus.

Todos nós não temos problema para responder a uma mensagem, mas temos sono, preguiça ou necessidade de executar outras tarefas quando resolvemos entender mais sobre o amor de Jesus.

Se a sua vida viesse com um marcador de tempo de uso, não seria bom que ele apresentasse “tempo com a família”, “passeio com os amigos” ou “leitura da Bíblia”? Valorize o seu tempo de uso da vida!

Você já baixou o aplicativo que envelhece a aparência das pessoas? Ver o provável futuro é uma das últimas formas de diversão das redes sociais.

Quando poderíamos imaginar que hoje, no século XXI, teríamos um aplicativo que nos mostraria como nossa aparência ficará em vinte, trinta anos?

O que esse aplicativo não faz é mostrar quais escolhas serão boas e quais serão ruins. Ele não tem como prever se as suas rugas serão de tanto rir ou de tanto chorar.

Se você fosse escrever uma carta para si mesmo para daqui a dez anos, o que escreveria? Quais são os seus anseios hoje? O que você se aconselharia a fazer ou não fazer? Se pensarmos nesses conselhos, teríamos uma longa lista de advertências.

No entanto, existe algo que nunca trará arrependimentos: aceitar a Cristo como salvador pessoal. Não há arrependimentos quando aceitamos a um ser celestial que faz tudo pela gente.

Não se afaste Daquele que me mais te ama. Não espere envelhecer para permitir sentir o amor de Cristo. Permita que Jesus entre na sua vida hoje!

 

Há cerca de quatro anos, fui surpreendido por um palestrante em Marketing com a seguinte afirmação: “Não existe relação entre o consumismo e o amor”. Eu, prontamente, levantei minha mão e (re)afirmei: “Existe, sim”. Todos olharam atônitos para mim e o silêncio foi quebrado com o sorriso do palestrante em minha direção, dizendo: “Qual interligação enxerga nestes aspectos, meu jovem”?

Vamos lá… antigamente, quando você tinha um brinquedo e ele quebrava por algum motivo, o que você fazia? O que sua família ou amigos te indicavam? Eles sempre iriam te ajudar a consertar ou te instruir a reutilizar aquilo. Quem nunca colocou um prego embaixo da sua Havaiana e andava como se nada tivesse acontecido? Quem nunca brincou com seu carrinho faltando duas rodas ou com boneca faltando um olho? Mesmo em meio a estas imperfeições, estávamos felizes e contentes com aquilo que tínhamos. Havia valorização! Abundava amor.

E hoje, o que fazemos quando algo não está mais perfeitamente atendendo as nossas necessidades estéticas e/ou emocionais? O que a sociedade nos pede? “Troca! Compra outro. Você merece coisa melhor”!! E nós, como num passo de mágica vamos em busca de outro objeto perfeitamente pronto a nos atender. ”Valorizar” virou apenas nome de aplicativo.

Diretamente proporcional está o relacionamento de amor para com às pessoas. Se alguém não está mais atendendo as minhas necessidades, discorda de algumas opiniões ou se expressa d’uma outra forma que não esteja adequadamente alinhada a minha forma de pensar, descarto. Jogo fora. Procuro alguém melhor que irá me fazer “feliz”.

Que tal hoje tentarmos colocar um prego para salvar este relacionamento (com o marido/esposa/amigos, etc.) que, aparentemente estava destruído, e voltar a ser feliz sem mais sentir um incômodo? Um prego, maior que o colocado nas Havaianas, foi colocado nas mãos de Cristo para salvar o nosso relacionamento com o céu. Cadê o seu prego? Vamos, juntos, restaurar o nosso relacionamento com o próximo e voltar a valorizar pessoas? Sem consumi-las; só dando amor mesmo.

 

Cerca de seis meses atrás, eu encaminhei para alguns amigos uma mensagem em que pedia que eles dessem feedbacks sobre mim – pontos que eles julgassem fortes e outros nas quais que eu pudesse melhorar. As respostas que obtive deste pedido foram as mais engraçadas, porém trágicas, que eu podia imaginar: 15% deles me encaminharam apenas pontos positivos, 10% me enviaram as duas solicitações. Já a esmagadora e grande maioria, com os 75%, me encaminharam algumas dessas seguintes frases: “Cara, você está bem”? “Está passando por algum problema”? “Está fazendo análise”? E por fim, não me encaminharam mais nada.

À medida em que recebia as respostas eu ria muito e vi o quanto é difícil para as pessoas darem um feedback para alguém. Talvez por que encarem o feedback como uma crítica ao outro e acham que por este simples ato, seu relacionamento – quer seja empregatício, amizade, amoroso, etc. – será influenciado negativamente.

Lógico que receber ou dar um feedback de/para alguém é um exercício; exige prática e o objetivo sempre será baseado na melhoria contínua no outro. Sem apontar dedos, apenas mostrando outra perspectiva de olhar baseado em dados claros e objetivos. Por favor, entenda que feedback não é desabafo! Este processo não tem nada a ver com as suas emoções e sim com fatos.

Jesus era/é muito especialista em dar feedbacks. Podemos listar diversos cenários onde ele conversava com as pessoas e dizia exatamente o que elas precisavam ouvir para as reflexões e o seus respectivos crescimentos e melhorias. Por que Ele era bem-sucedido em dar feedbacks? Porque Ele sabia quem eram as pessoas, sabia como elas agiam, e o principal: tinha amor por elas. Então, se alguém te der um feedback, ouça com amor e contra argumente se necessário for (rima não proposital). Mas reflita, cresça e também ajude o seu próximo neste processo.

“Quem pode perceber os próprios erros”? Esta é a pergunta que encontramos no capítulo 19 de Salmos. O “Quem” eu não posso te responder com precisão, mas uma coisa é certa…pedir um feedback para ajudar a perceber os próprios erros já é uma grande ajuda para o seu crescimento e talvez somente assim você possa alcançar maturidade em seus aspectos pessoais, profissionais e/ou espirituais.

Forte abraço,

Dalton Leça #comcedilha

Você pode não ser um adepto do futebol, mas, nos últimos tempos, tenho certeza que, pelo menos uma vez, você já viu ou pela TV ou por algum tipo de MEME o sinal retangular que o juiz de futebol faz para chamar o VAR.

O VAR é uma tecnologia implantada para tentar diminuir os erros dos juízes nos jogos e, em casos específicos, é possível que ele consulte ao árbitro de vídeo para verificar se a sua decisão foi acertada ou não.

Embora tal tecnologia não existisse há mais de 3.000 anos, um dos Reis mais conhecidos de Israel pôde utilizar de uma “uma segunda chamada” para o mesmo lance de sua vida. Sim, estou falando de Davi.

Enquanto o seu povo guerreava, Davi escolheu adulterar com a mulher de um de seus soldados. Após algumas tentativas de tentar “apagar os seus erros”, resolveu matar o fiel soldado para abafar de vez o caso.

Recebeu, então, a visita de Natã, um profeta enviado por Deus para ter uma conversa com ele. Natã, muito sábio, começa contando uma história ao Rei: em uma cidade havia um rapaz muito rico e outro muito pobre, que possuía apenas uma cordeirinha, criada literalmente como filha. Quando chegou um visitante na casa do rapaz rico, ele foi até a casa do pobre e furtou a sua ovelhinha e a serviu ao visitante.

Davi, então, cheio de raiva, gritou: que este homem morra e devolva em quádruplo a morte de sua ovelhinha.

Nesse momento, então, Natã resolve fazer o sinal retangular e chamar o VAR! Ele pega Davi pelo braço, corre por todo o campo, chega na cabine do VAR e dá play no lance real.

Natã mostra a Davi que o homem rico era ele e aclarando o tamanho de seu erro. A sentença que havia recebido de si mesmo era a morte, mas o seu arrependimento fez com que Deus o perdoasse e que ele não morresse, a despeito de ter sofrido as consequências de seu pecado.

Eu não sei se você tem em sua vida lances que preferiu esconder e deixar despercebido por todos – até por Deus. Se existem, é hora de você chamar o VAR, rever o lance na certeza de que Deus estende o seu perdão e anula o cartão vermelho da morte eterna, te concedendo a chance de uma prorrogação infinita.