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Em 2002, quando se tornou candidata à presidência da república colombiana, Ingrid Betancourt foi sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Ingrid ficou quase sete anos presa e, depois de liberta em 2008, escreveu o livro Não há silêncio que não termine para fazer um relato autobiográfico representativo das centenas de sequestrados que ficaram em poder da violenta guerrilha narcotraficante.

 Uma das partes mais admiráveis da narrativa é que a autora toma a decisão de não perder a gentileza e a empatia pelos outros, mesmo que fossem os seus algozes.

Betancourt nos leva a refletir que, muitas vezes, as pessoas que nunca sofreram com prisão e sequestro acabam perdendo a empatia e o interesse altruísta pelos demais com muita facilidade. Às vezes nem precisa muito: basta um olhar atravessado e nós já nos irritamos, nos incomodamos e nos “fechamos” para as mazelas dos que nos cercam.

Por isso, quando alguém tirar a sua paz e te ferir de alguma forma, faça como a Ingrid: decida demonstrar o amor que vem de Deus, pois não há tristeza que não termine e temos a certeza de que um dia “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor…” Apocalipse 21:4

Os clássicos do futebol paulista são assistidos por milhões de torcedores. E, quando se trata de Corinthians versus Palmeiras, os apaixonados por futebol não gostam de perder um minuto do jogo.

Mas será que existem corinthianos que se recusam a ser amigos de palmeirenses e vice-versa só porque o outro torce para o rival?

Quando Apolo se juntou à pregação do evangelho, foi um grande ganho. “Ele era homem culto e tinha grande conhecimento das Escrituras.” (Atos 18:24) No entanto, com o tempo, as pessoas começaram a se dividir entre os que “eram de Apolo” e os que “eram de Paulo”.

Será que essa ruptura entre os cristãos foi benéfica? A divisão foi tão grande, que Paulo precisou intervir: “Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um.” I Coríntios 3:5

O que essa história tem a nos ensinar? Que as divisões entre amigos afastam os que há de melhor: o amor!

Paulo nos ensinou que o orgulho que sentimos de um grande feito pode ser um grande problema: “O orgulho de vocês não é bom. Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada? Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.” I Coríntios 5: 6-7

Em vez de focar nas diferenças, que tal pegarmos o caminho oposto e focarmos nas semelhanças, no que que nos une? Em vez de tentar provar qual time possui mais títulos, que tal focarmos na paixão pelo esporte? Em vez de discutirmos qual pastor prega melhor, que tal tentarmos viver a mensagem que todos eles passam, que é ter uma vida que transforme outras vidas?

Se sempre focarmos no que nos une no trabalho, na faculdade, na família, na comunidade religiosa e no esporte, sempre teremos amor para espalhar, mesmo que um lado prefira a Mancha Verde o outro a Gaviões da Fiel.

 

  • Sandra Luzinete Felix de Freitas - Excelente reflexão… E de fato sentimos que estamos nos dividindo cada vez mais… Por tantas razões fúteis e passageiras, ao invés de nos unirmos em Cristo.respondercancelar

    • Susie - Sim, Sandra! Precisamos nos unir a Cristo para acabar com as divisões por razões fúteis. Obrigada pelo comentário pertinente! S2respondercancelar

“Acima de todas as coisas, guarde seu coração, pois ele dirige o rumo da sua vida.”  Provérbios 4:23

 

De acordo com a Bíblia, nós devemos proteger o nosso coração (a mente) com o máximo de cuidado possível. Nossa mente é o bem mais frágil e precioso que possuímos e, protegê-la, deve ser nossa prioridade. Diante dessa declaração de Salomão, algumas dúvidas surgem naturalmente: por que a nossa mente precisa ser preservada com tanto cuidado? Devemos protegê-la do que exatamente? E, principalmente, como faço para protegê-la?

Deixe-me começar ilustrando com algo que aconteceu comigo alguns anos atrás: me lembro de ter assistido a um filme em que alguns homens são escolhidos para participar de uma experiência. Os voluntários ficavam confinados em uma prisão abandonada, sendo divididos entre prisioneiros e guardas. O propósito do experimento era realizar um estudo psicológico para observar o comportamento do ser humano ao lidar com regras, poder e controle. A história do filme é interessante e prendeu minha atenção desde o início. Contudo, em determinado momento, um dos “policiais” muda completamente de atitude e passa a humilhar os “prisioneiros” utilizando-se de abuso de poder. Ao ver isso, eu comecei naturalmente a esperar, aliás, mais do que isso, ALMEJAR o momento em que a vingança aconteceria. A vingança (como geralmente acontece nos filmes) realmente aconteceu e fiquei satisfeito com o desfecho final. Porém, quando o filme terminou, eu fiquei refletindo sobre o impacto que aquele filme teve sobre a minha mente e, de modo especial, sobre os meus sentimentos. Percebi que passei a nutrir pensamentos vingativos. Eu queria que o personagem do filme sofresse na mesma proporção (ou até mesmo maior) que o sofrimento que foi causado por ele. E o grande problema em tudo isso é que o filme colocou em minha mente pensamentos totalmente contrários aos princípios bíblicos. Em Romanos 12:19, por exemplo, a Bíblia diz: “jamais procurai vingar-vos a vós mesmos, mas entregai a ira a Deus, pois está escrito: “Minha é a vingança! Eu retribuirei”, declarou o Senhor”.

Esse episódio me levou a pensar em como os conteúdos que hoje estão à nossa disposição, podem ser extremamente prejudiciais a ponto de moldar nossos pensamentos e nos fazer pensar e agir de modo contrário aos princípios estabelecidos na Palavra de Deus.

De fato, Salomão não poderia estar mais certo ao declarar que precisamos tomar muito cuidado com aquilo que entra em nossa mente, pois aquilo com que a estamos nutrindo pode gerar bons ou maus pensamentos. Mas será que os pensamentos têm um impacto tão grande assim sobre a nossa vida a ponto de exigir tanto cuidado? Devo dizer que sim. Dependendo do conteúdo que consumimos, ele está rodeado de sutilezas, detalhes, onde vão sendo inseridas ideias, conceitos, sentimentos em nossa mente sem que nos demos conta disso. Por fim, nossa mente torna-se, literalmente, um depósito de lixo. E uma mente repleta de entulho gera pensamentos da mesma natureza. E sabe o que é mais preocupante? A maioria de nós não faz ideia de quão prejudicial aquilo que lemos, ouvimos ou assistimos pode ser. Nós apenas consumimos. E depois ficamos surpresos em perceber como vivemos em meio a uma sociedade tão corrupta e com valores morais tão baixos quando tanta coisa que consumimos promove esse tipo de comportamento.

 

Relatei essa experiência que aconteceu comigo ao assistir um filme, mas, o mesmo princípio vale para livros, seriados, músicas, ou qualquer tipo de conteúdo que nós consumimos, independentemente de sua fonte. O problema se torna ainda maior quando percebemos como somos soterrados por uma avalanche de conteúdos a todo momento. Para você ter uma ideia, hoje, a informação é disseminada em proporções gigantescas. Calcula-se que, em média, a cada segundo, uma hora de conteúdo em vídeo é publicado na Internet. Logo, a cada 24 segundos, 1 dia em conteúdo inédito em vídeo está disponível. E, se seguirmos as contas, a cada 10 dias, UM SÉCULO de conteúdo é publicado na Rede. Sabendo que aquilo que eu consumo tem um impacto positivo ou negativo sobre a minha mente e diante do número imenso de conteúdo disponível, como posso saber qual conteúdo é realmente relevante? O que fazer para filtrar uma variedade de conteúdos disponíveis em livros, filmes, seriados, músicas, etc?

 

Como não poderia deixar de ser, a Bíblia contém orientações importantíssimas a respeito do assunto. Escrevendo à Igreja de Filipos, Paulo disse: Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o pensamento de vocês” Filipenses 4:8. Aqui encontramos um excelente ponto de partida. Inspirado  pelo Espírito Santo, o Apóstolo Paulo nos fornece uma lista de princípios que podem nos auxiliar ao filtrar aquilo que vamos consumir.

Antes de ler, ouvir ou assistir algo, faça um check-list com todos os pontos que Paulo destaca acima e analise sinceramente se o conteúdo que você deseja consumir passa em todos os requisitos. Se passou, ótimo! Não há perigo algum. Contudo, se algo está fora, descarte imediatamente. “Um pouco radical, não acha?”, você pode perguntar. Porém, considere comigo uma palavra que está no final do texto:

 

“Seja isso o que OCUPE o seu pensamento”. Acho interessante a palavra OCUPAR, destacada na versão Revista e Atualizada. A ideia que a palavra usada transmite é que Paulo não está dizendo que devemos pensar nessas coisas TAMBÉM, e consumir de forma “moderada” aquilo que pode ser prejudicial (filmes com conteúdo pornográfico, violência, etc). Essas coisas (que Paulo destacou no texto) devem ocupar o espaço total a ponto de não sobrar espaço para nada mais. Logo, se alguém está sendo radical, esse alguém é o Autor da Bíblia. Mas por quê?

É possível que você tenha lido até aqui e não tenha se convencido da relevância do assunto e pode estar se perguntando: Mas, afinal de contas, por que isso é tão importante? Por que a Bíblia destaca esse ponto com tanta ênfase chegando ao ponto de ser tão radical? O final do verso destaca um outro ponto extremamente importante e que devemos considerar para compreendermos a seriedade disso. O final do verso diz que nós devemos proteger nossa mente pois ela “dirige o rumo da sua vida”. Como assim? Em outras palavras, o que colocamos em nossa mente molda nossos pensamentos e esses pensamentos podem fazer um estrago maior do que imaginamos sobre a nossa vida. Funciona assim: “nossos pensamentos geram ações. Nossas ações formam hábitos. Nossos hábitos moldam o nosso caráter. E nosso caráter determina o nosso destino”. Tudo começa na mente. De forma especial aquilo de que a minha mente se alimenta, molda meus pensamentos e aquilo que eu penso é tão importante que tem o poder de gerar maus (ou bons) hábitos a ponto de determinar que rumo minha vida vai tomar. Percebeu agora? Isso é muito sério.

O que você escolher consumir, os pensamentos que você decidir nutrir de hoje em diante, “vão dirigir o rumo da sua vida”. Isso é fato. Contudo, existe uma parte boa nessa história. Nós temos a liberdade de semear aquilo que vamos querer colher no futuro. Se plantarmos bons frutos, vamos colhê-los depois. Por isso a orientação bíblica é de que nos interessemos por coisas que realmente possuem alguma virtude e que vão influenciar positivamente a nossa vida. Como C.S. Lewis dizia “O que não é eterno é eternamente inútil”.  Portanto, vale a pena se perguntar sempre: esse conteúdo realmente vai fazer de mim uma pessoa melhor? Vai me inspirar a seguir os princípios que a Bíblia apresenta? Vai me aproximar mais de Deus? Como lemos na carta aos Colossenses, Paulo diz que devemos “manter o pensamento nas coisas do alto” (Cl 3:2). Deus deseja que Seus filhos pensem em coisas que são compatíveis com os princípios do Seu Reino. Portanto, decida encher a Sua mente com a Palavra de Deus e com aquilo que está em conformidade com Seus ensinos. Desse modo, você se tornará mais e mais parecido com Cristo, tanto em pensamento quanto em ação. Também evite nutrir pensamentos negativos. Sejam quais forem os motivos que o levem a isso. Em lugar disso, se esforce para pensar em coisas boas, especialmente nas promessas de Deus que encontramos em Sua Palavra. Com esforço isso vai se tornar cada vez mais fácil. E, não se esqueça:

“Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos”. Provérbios 4:23 NTLH

 

 

 

 

“Estátuas e cofres nem paredes pintadas, ninguém sabe o que aconteceu. Ela se jogou da janela do quinto andar, nada é fácil de entender”.

Renato russo, há mais de 3 décadas, escrevia essa música em homenagem a uma colega que havia se suicidado, após brigar com seus pais. Pela tristeza que lhe alcança com essa melodia, Renato não gostava de cantar essa música em seus shows.

Nada é fácil de entender. Parece que Renato havia lido o livro de Eclesiastes e analisado as diversas vezes que Salomão declara que nada tem sentido, “não há nada de novo debaixo do sol” (Ec. 1:9).

Enfrentar a morte de um querido é uma sensação que passei por poucas vezes, e, de fato, não é nada agradável. Costumo sempre dizer que não fomos feitos para morrer ou conviver com a morte.

Nosso coração é preenchido pela eternidade (Ec. 3:11) e a dor da separação não se encaixa a esse divino molde.

Por isso, “desfrute a vida com a mulher que você ama, todos os dias dessa vida” (Ec. 9:9) ou, se preferir, “ame as pessoas como se não houvesse o amanhã”.

Afinal, se pararmos para pensar, na verdade não há, ou seja, “além do mais, ninguém sabe a sua hora” (Ec. 9:12).

Mas, apesar da voluptuosidade da vida, precisamos parar de “culpar o nosso Pai”, por tudo, afinal, a vida é uma dádiva que só nós tivemos o privilégio de gozar.

Adversidades? Sempre virão! Dores? Sempre virão! Saber aproveitar a vida a despeito de tudo isso? Só para quem realmente quiser.

O maior presente da vida, entretanto, é a certeza de que o fim não é o fim. O ponto final da vida, na verdade, é uma virgula da nossa história, cujo final Deus, o seu Pai, já escreveu para ti, cabendo a você a escolha: seguir o caminho que ele traçou ou não.

Não sei em qual tempo da vida você está, mas, segundo o que discutimos, tudo pode mudar a qualquer tempo. É hora, portanto, de escolher: optar por um caminho diverso do que o Pai desenhou e terminar com um ponto final ou escolher o caminho do Reino e colocar eternas reticências na linha de sua vida?

Fecha os teus olhos. Não…calma! Não fecha ainda, senão você não vai conseguir ler o texto – Então vamos deixar esse exercício para o final, está bom?

Ontem pela manhã no trajeto para o meu trabalho passei em frente a uma escola, onde vi muitas crianças chegarem com seus pais e mães ou em suas respectivas conduções escolares. O engraçado foi que ao assistir essa cena, automaticamente senti um “cheiro da minha infância”. Sério! Vocês já sentiram isso? Quando um cheiro te remete e transporta para uma determinada época da sua vida? Alí, naquele momento, voltei para minha escola, com meus professores e amigos, segurando uma lancheira com sanduíche, fruta e suco que minha mãe fazia.

Nossa! Como era bom aquele tempo. Eu não pagava boletos, assistia TV Globinho e TV Cruj e conhecia todas as pessoas no trajeto da minha escola p’ra casa. Pasmem: antigamente os vizinhos se conheciam e ainda tinham autoridade sobre os filhos dos outros – e eram respeitados como tais autoridades.

Saudade – Foi o que abundou em mim depois de relembrar, em segundos, minha infância. Engraçado como este sentimento nos cerca durante toda nossa vida. Sempre temos saudade de algo, alguém ou d’uma determinada época da nossa vida. Como você lida com ela? Eu tento sempre fazer com que ela me impulsione para frente – me trazendo boas risadas, e se possível for diminuindo ela: ligando para meus amigos (mesmo que depois de anos), marcar um encontro e relembrar de tudo isso pessoalmente; assistir vídeos, ver fotografias, ler cartas…tudo que me faça voltar a sentir àquele sentimento bom.

Quando paro p’ra pensar no tamanho da saudade que Deus deve ter de mim, eu não consigo nem mensurar. Um pai que quer novamente rir com seu filho, conversar com Ele. A saudade dEle é tamanha que ele se fez homem para ficar ao meu lado; deixou cartas para que me fizesse recordar o quanto sou amado por Ele. Se faz presente nas minhas decisões mesmo eu não o reconhecendo mais.

Que tal matar a saudade dEle? Lembra do exercício que iríamos iniciar no texto? Pois bem…vamos começar agora. Você simplesmente fechará os seus olhos e dizer: “Oi, Deus! ”. Depois disso, você irá relembrar os seus momentos com Ele e trocar uma ideia. Tenho certeza que sentimentos bons irão voltar ao seu coração e espero que muitas risadas também. Quando depois seu coração estiver inundado de coisas boas, agora lembra do seu familiar/amigo que você tem saudade. Liga pra ele também, escreve…manda um “Oi!”. Tenho certeza absoluta que esta conversa também será massa.

Alegre-se com a saudade para não mais tê-la.

Abraços.